Você entende o amor ágape?

   




Você entende o amor ágape?

AMOR, AMOR DE DEUS, AMOR PELO PRÓXIMO, BÊNÇÃOS, FAMILIA, GENEROSIDADE, GRAÇA, IDENTIDADE, MUDANÇA, TRANSBORDAR
Já vim aqui algumas vezes falar como a palavra de Deus gera reais mudanças em nossos corações.

Essas mudanças começam dentro de nós e, sem forçarmos, acaba transbordando sobre outras pessoas. Assim, nos tornamos canais de bênçãos na vida de terceiros. Pois fomos abençoados para abençoar.

Nasceu d’Ele
“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

João 13:34-35
Quero começar falando da importância de focarmos em abençoar, não em recebermos bênçãos.

“Mas por que eu devo amar?”. Simples, porque Ele te amou primeiro. Todo aquele que é nascido do amor, é amor. Um pássaro não dá à luz a um gato. Se somos filhos de Deus, somos também repletos de amor, pois somos filhos do Amor.


Sei que nós algumas vezes não conseguimos nos conectar com determinadas pessoas por serem muito diferentes de nós em alguns pontos, assim acabamos sendo mais próximas de outras com as quais nos identificamos mais. Assim como algumas pessoas podem ter o mesmo sentimento acerca de nós. E tudo bem.

Mas esse amor que eu estou falando vai além disso, ele é o amor Ágape, o amor de Deus. Nós como filhos de um só Pai, amamos nossos irmãos e devemos cuidar uns dos outros, orar uns pelos outros e nos doar uns pelos outros. E isso é feito de olhos vendados, amando acima de tudo.

Transborda de nós
“Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria“.

2 Coríntios 8:3
Na 2º carta aos Coríntios, Paulo conta como a igreja da Macedônia, mesmo estando em situação de pobreza, era capaz de agir com misericórdia e de forma generosa. Mesmo abaixo de um governo dominador e desigual, eles agiam como família com tudo o que tinham, não apenas com o que sobrava.

Devemos nos basear em Cristo, assim como essa igreja da época do Império Romano.


Se devemos amar porque fomos gerados pelo amor, ainda mais por vermos Cristo, o próprio Deus enviado, compadecendo-se física, emocional e espiritualmente das pessoas. Ele é Quem devemos usar de base para aprendermos a nos doar uns pelos outros acima de qualquer sentimento humano.

Mas vale ressaltar que só conseguimos dar aquilo que já temos em nós. Precisamos estar fortes n’Ele para levarmos o amor para outras pessoas.

Para transbordar…
…precisamos procurar nos preencher.

“E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus”.

2 Coríntios 8:5
Vivemos em uma sociedade onde é possível ver em grande evidência o individualismo, um “EU”centrismo enorme. Mas ao mesmo tempo podemos observar também um movimento importante em relação ao cuidado pessoal que pode colaborar com a vida em comunidade.

A importância e busca por terapias, por exemplo, aumentou muito de uns anos para cá. O desejo por conhecer a si mesmo, entender os sentimentos, limites, desejos, temperamentos, dificuldades e facilidades também aumentou.

Conhecer-se é muito importante, pois através disso cuidamos mais de nós mesmos e, cuidando mais do nosso coração, podemos replicar esse cuidado ao próximo. Por isso não somos chamados apenas para receber das bênçãos do Pai, mas para levarmos aquilo que recebemos às pessoas próximas de nós. Nós amamos porque Ele nos amou primeiro, e só somos capazes de amar o próximo quando amamos quem nós somos e a identidade que nós recebemos d’Ele.

Deus não errou em te criar, e através da sua vida, outras vidas serão abençoadas.


Jesus Light

 
Jesus Light

A palavra inglesa light, com o significado de “leve”, faz parte do dia a dia de muitos brasileiros. Se passar pelos corredores de um supermercado, encontrará diversos produtos rotulados light, normalmente como maneira de sugerir ao consumidor que contêm menos gordura ou açúcar em comparação com a versão normal do mesmo produto. A mensagem para o comprador é de que essa versão mais leve trará menos problemas e menos risco de causar algum problema que poderia mudar a vida da pessoa para pior.

Os mercadores do evangelho podem não usar a palavra light para descrever a versão de Jesus que oferecem, mas, a comparação dos “ingredientes” da História bíblica com as mensagens pregadas hoje mostra que as versões mais aceitáveis nos dias de hoje são de uma forma de Jesus com teor reduzido. Alguns abertamente alegam uma capacidade de resgatar das Escrituras o “verdadeiro” Jesus e tirar da própria Bíblia o que eles soberbamente julgam desnecessário.

Jesus, na Bíblia, é salvador, homem, irmão, consolador e amigo. Não há nada de errado em enfatizar tais atributos que focalizam o nosso acesso a ele e sua preocupação com o nosso bem. Sem dúvida, ele veio ao mundo para buscar e salvar pecadores e oferecer refúgio, descanso e proteção divina para pessoas vulneráveis e fracas. Precisamos enxergar e apreciar esses aspectos de Jesus.

Se o nosso conceito de Jesus se limita a essas características de semelhança a nós, então, a nossa imagem do Cristo se torna perigosamente incompleta e desequilibrada.

A encarnação de Jesus significa que ele assumiu uma forma limitada, reduzida e menor para o benefício das criaturas humanas que ele veio ajudar. Ele andou sobre a terra como homem que sentia fome e cansaço. Cumpriu seus papéis de filho, irmão e amigo como homem humilde. Mas ele afirmou e defendeu por meio de diversas provas sua divindade. Assumiu a forma de homem, mas não deixou de ser Deus.

Deus. Criador. Foi sobre Jesus que João escreveu: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (João 1:3). Quando Jesus acalmou uma tempestade no mar da Galileia, os discípulos ficaram admirados com seu poder sobre a natureza: “E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Marcos 4:41). Aos poucos, estavam compreendendo o significado dos sinais que mostraram o domínio do Criador sobre todas as coisas que ele criou. Trinta anos depois, o apóstolo Paulo comentou sobre essa posição de primazia de Jesus: “... pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Colossenses 1:16-17).

Deus. Soberano. O argumento de Paulo em Colossenses 1 vincula o trabalho do Criador à posição de Soberano. Se ele fez tudo, ele tem direito de governar sobre tudo. O autor de Hebreus ensinou o mesmo fato por meio de uma ilustração que frisa a diferença entre Moisés e Jesus. Ele disse que Moisés era um fiel servo na casa, mas que Jesus, sendo Deus, estabeleceu ou construiu a casa e mantém a sua posição de dono (Hebreus 3:1-6). João reconheceu a posição de Jesus como “o Soberano dos reis da terra” (Apocalipse 1:5).

Deus. Juiz. Sim, Jesus é juiz! É fácil perder esse fato em uma leitura superficial do Novo Testamento, porque ele mesmo enfatizou o papel de Salvador (João 12:47). Mas, focalizar a salvação não nega seu papel como juiz. O próprio Jesus disse: “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento. ... E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem” (João 5:22,27, uma referência específica à profecia de Daniel 7:13-14 sobre o reino eterno do Messias).

A versão light de Jesus reduz o Criador e Soberano do Universo ao tamanho de um mero homem. A versão completa reconhece a sua divindade e exige de todos nós a submissão total.


– por Dennis Allan