𝗔 𝗢𝗣𝗘𝗥𝗔𝗖‌𝗔𝗢 𝗗𝗢 𝗘𝗥𝗥𝗢 𝗘 𝗔 𝗩𝗜𝗡𝗗𝗔 𝗗𝗘 𝗝𝗘𝗦𝗨𝗦(reflexão)

𝗔 𝗢𝗣𝗘𝗥𝗔𝗖‌𝗔𝗢 𝗗𝗢 𝗘𝗥𝗥𝗢 𝗘 𝗔 𝗩𝗜𝗡𝗗𝗔 𝗗𝗘 𝗝𝗘𝗦𝗨𝗦
(reflexão)

𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗗𝗘𝗨𝗦 𝗧𝗥𝗔𝗧𝗔 𝗢𝗦 𝗣𝗘𝗖𝗔𝗗𝗢𝗥𝗘𝗦
Precisamos entender como Deus lida com o pecado no homem: Para aqueles pecadores que possuem um coração quebrantado, Deus se mostra misericordioso. Para aqueles de coração endurecido, pecadores contumazes e vivem e gostam da prática do pecado, Deus se mostra irado e pronto a aplicar sua reta justiça. 

𝗘 𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗙𝗜𝗖𝗔 𝗢𝗦 𝗣𝗘𝗖𝗔𝗗𝗢𝗥𝗘𝗦 𝗖𝗥𝗘𝗡𝗧𝗘𝗦?
Mas estamos falando de pessoas não cristãs? ou cristãs? De ambas, mas certamente quando se trata de pessoas que se dizem cristãs, que possuem cargos de liderança na igreja, que são pastores de rebanho de ovelhas, a situação é mais complicada. E por que é? Exatamente porque a quem muito é dado, muito será cobrado (Lc. 12.48). E também aí daquele por quem vem o escândalo (Mt. 18.7). E o que temos visto nesses últimos tempos são escândalos aparecendo por toda parte, atos de corrupção, abusos, imoralidade e segue a lista. Interessante que, nesses casos há dois grupos que discordam entre si: Há quem acredita que esses casos devem ser tratados, julgados e disciplinados. Mas há quem diga que não se deve falar nada, apenas orar e deixar o mal imperar. Quanto a orar, estão certos sim, aliás, se não orarmos é que a coisa se deteriora de vez. Mas é preciso tratar o problema, não se pode "colocar tudo debaixo do tapete" isso chama-se OMISSÃO, é compactuar com  a propagação do mal. É por isso que chegamos a esse ponto onde muitas atrocidades, de todos os tipos estão acontecendo, mas eles dizem para não tocar nem comentar nada. E assim, o mal vai se espalhando. Lembrando que Omissão também é pecado.

𝗘 𝗗𝗘𝗨𝗦? 𝗡𝗔‌𝗢 𝗩𝗔𝗜 𝗙𝗔𝗭𝗘𝗥 𝗡𝗔𝗗𝗔?
Por um enquanto, acredito que Deus está no seu trono olhando tudo isso e meio que "deixando a coisa correr solta" Sim, nem sempre vai acontecer o que ocorreu com Ananias e Safira onde o Juízo veio rapidamente ao pecado deles. Mas, para aqueles pecadores inveterados, que não aceitam correção, confronto, Deus vai enviar aquilo que Paulo chama de OPERAÇÃO DO ERRO (2 Ts. 2.11). É quando Deus acelera o processo da pecaminosidade humana e deixa os homens servirem as suas próprias paixões, empurrando-os diretamente para o FOGO DO JUÍZO. É quando Deus os entrega a um SENTIMENTO PERVERSO descrito em  Romanos 1.28 e assim os homens vão indo de mal a pior. (2 Tm. 3.13).

𝗩𝗘𝗥𝗘𝗜𝗦 𝗔 𝗗𝗜𝗙𝗘𝗥𝗘𝗡𝗖‌𝗔 𝗗𝗢 𝗜‌𝗠𝗣𝗜𝗢 𝗘 𝗗𝗢 𝗝𝗨𝗦𝗧𝗢 
Então, não espere que haverá algum tipo de julgamento aqui agora. Mas O que vejo na palavra de DEUS é que essa malignidade vai aumentar e ser ainda mais frequente. Isto tudo porque a vinda do Senhor de fato se aproxima e o que precisamos fazer é não se "Embaraçar" com as coisas desta vida, "Olhar firmemente para o autor e consumador de nossa fé" (Hb. 12.2) a fim de escaparmos do Julgamento que vai começar pela casa de Deus, pois um dia essa diferença será evidenciada. (Ml. 3.18)
"Chegou o tempo do julgamento, e ele deve começar pelos próprios filhos de Deus. E se mesmo os crentes devem ser julgados, que terrível destino aguarda aqueles que nunca creram nas boas novas de Deus." (1 Pedro 4:17)
Com temor e tremor
Enomir Santos

Lição 04: Quando a Criatura vale mais que o Criador


Lição 04: Quando a Criatura vale mais que o Criador

TEXTO ÁUREO

“Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!” (Rm 1.25)

VERDADE PRÁTICA

_A exaltação da criatura acima do Criador é a usurpação da glória divina pela mentira e vaidade humana_

LEITURA DIÁRIA

Segunda 1 Tm 4.2 A mentira aprisiona e cauteriza a consciência do ser humano

Terça Ef 2.3 Os que andam nos desejos da carne são filhos da ira

Quarta Jo 20.25,29 – O falso cristianismo cede espaço para o racionalismo e o ceticismo

Quinta Dt 6.1-9 A Bíblia possui um arcabouço de prática espiritual e social

Sexta Êx 20.3-5 O ídolo é tudo o que se coloca no lugar de Deus

Sábado GI 5.19 A concupiscência da carne caracteriza quem é dominado pelo pecado sexual

Hinos Sugeridos: 370, 526, 598 da Harpa Cristã

*"LEITURA BÍBLICA EM CLASSE**

Romanos 1.18-25

18 – Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça;

19 – porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.

20 – Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;

21 porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.

22- Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.

23 – E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.

24 Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 – pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO

O antropocentrismo é o conjunto de ações e de doutrinas filosóficas que colocam o ser humano no centro de todas as coisas. Também chamado de humanismo, essa herança cultural do movimento histórico, político e social conhecido como Renascença, vem se desdobrando desde o século XIV. Contudo, como sabemos, a verdadeira identidade humana não se encontra no antropocentrismo, mas nos ensinos das Escrituras Sagradas, cujo Criador Todo-Poderoso é soberano sobre todas as coisas.

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Identificar as consequências da irreligiosidade e culto à criatura;

II) Compreender a origem histórica do humanismo e seus desdobramentos em nossa cultura;

III) Conhecer os tipos de autoi­dolatria e as orientações bíblicas para escapar desses males.

B) Motivação: 

Nesta lógica, refletiremos sobre como a relativização do primeiro mandamento pode adoecer toda a sociedade. Como movimento sociocultural, a influência do humanismo possui desdobramentos em diferentes esferas sociais, inclusive na eclesiástica. Portanto, é crucial vigiarmos o nosso caminho.

C) Sugestão de Método: 

Disponibilize alguns dicionários, tanto público quanto da língua portuguesa, e peça que alguns voluntários os abram em palavras-chave da lição, tais como: Renascentismo; Iluminismo; Humanismo; Antropocentrismo; Narcisismo; Hedonismo; etc. Após a leitura dos significados, pergunte aos alunos se eles identificam traços desses movimentos em nossa cultura. Em seguida, aprofunde a reflexão voltando-a para a nossa própria realidade, indagando-os de que maneira tais características podem ser percebidas em nosso ambiente eclesiástico. Permita alguns minutos de debate e inicie a exposição da lição.

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

**A) Aplicação*":

Esta lição nos convida a refletir sobre a tendência humana ao egocentrismo e a influência cultural dos ensinos da filosofia pós-modernista, centrados no homem, acima de seu Criador, assim como os perigos individuais e coletivos desse mal. Precisamos identificar as sutilezas de tal cilada, na qual caiu o próprio Diabo (Isaías 14.12-15) e hoje a utiliza com o mesmo propósito, de afastar o ser humano do Deus Todo-Poderoso.

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. 

Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 94, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: 

Ao final do tópico, você encontrará os seguintes auxílios:

1) O texto “O Relativismo iniciado no Éden” expande a reflexão a respeito do Relativismo no primeiro tópico;

2) O texto “Humanismo: ‘A tradição de homens””, localizado no segundo tópico, enfatiza um alerta sobre o humanismo.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

A soberba e a insensatez do homem ímpio o mantêm afastado da verdade de Deus. Com o advento da revolução do pensamento, o ser criado passou a priorizar cada vez mais a criatura em autoidolatria, o coração perverso e a escolha pelos prazeres da carne colocaram a raça humana em inimizade contra Deus (2 Tm 3.4). A lição de hoje é um alerta acerca do que ocorre quando Deus deixa de ser a medida de todas as coisas (Rm 1.18).

PALAVRA CHAVE: ANTROPOCENTRISMO

I – O DESPREZO À VERDADE

1- A impiedade e a injustiça. 

O termo “impiedade” é a tradução do grego asebeia, que significa "irreligiosidade".Ele refere-se a decisão do ser humano de viver como se Deus não existisse (Sl 36.1; Jd 1.14,15). Já o vocábulo “injustiça” vem do grego adi­kia e significa “sem retidão”. A palavra carrega a ideia de não ser reto diante de Deus e nem com o próximo (2 Pe 2.15). Ambas as palavras revelam a situaç;ao geral da humanidade não regenerada (Rm 1.18), sua idolatria, o culto a criatura (Rm 1.19-23), a perversidade e a depravação moral (Rm 1.25-32) que expressam a decisão deliberada do homem em des­prezar a verdade divina (Rm 1.19,20). Essa investida contra o temor a Deus e a relativização do pecado aprisiona e cauteriza a consciência humana (1Tm 4.2). Tais ações provêm da recusa do homem em glorificar o Criador (Rm 1.21).

2- A insensatez humana. 

O apóstolo Paulo assegura que a revelação geral de Deus, por meio da natureza, faz com que o ser humano possua o conhecimento sobre o Criador (Rm 1.19,20a). Por isso, ninguém pode ser indesculpável acerca da realidade divina nem de seu eterno poder (Rm 1.20b). Não obstante, mesmo em contato diário com essa revelação, o homem iníquo não glorifica a Deus nem lhe rende graças (Rm 1.21a).

Em lugar de reconhecer o Criador, o ser criado age como se não fosse criatura e se comporta como se fosse divino (Gn 3.5). Por causa das especulações pretensiosas de seu coração e de sua autoidolatria, tanto o seu raciocínio quanto o seu intelecto em relação à verdade tornam-se inúteis (Rm 1.21b). Suas ideologias rejeitam, pervertem e substituem a verdade de Deus pela mentira do homem. Dessa insensatez resulta a idolatria e a perversão moral (Rm 1.22-25).

3- O culto a criatura. 

Ao rejeitar a Deus e suas leis, os “filhos da ira” (Ef 2.3) são deixados à mercê de seus desejos pecaminosos, dentre eles: a impureza sexual e a degradação do próprio corpo (Rm 1.24). Aqui o texto bíblico ratifica a anunciada ira de Deus sobre a impiedade e a injustiça dos homens (Rm 1.18). A corrupção moral do ser humano deriva de sua rebelião contra Deus. Sua natureza caída troca a verdade pelo engano e prefere honrar e servir a criatura em lugar do seu Criador (Rm 1.25a).

Assim, na religião os seres criados passam a ser cultuados; nas ciências, a matéria é colocada acima de Deus; na sociedade, o artista, o atleta, o político ou o líder religioso se tornam uma referenda de idolatria em afronta ao Criador, que é bendito eternamente (Rm 1.25b).

SINOPSE I
A perversão moral do homem em desprezar a verdade divina o deixa à mercê de seus desejos.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

O Relativismo iniciado no Éden

“Adão e Eva tentaram ser iguais a Deus e determinar os próprios padrões (veja o v.5, nota). Até certo ponto, eles conseguiram tomar-se independentes de Deus e capazes de distinguir, por si mesmos, o bem do mal.

(1) Neste mundo, o juízo imper­feito e pervertido dos homens frequentemente decide o que é bom ou mau. Essa, porém, nunca foi a vonta­de de Deus. Ele pretendia que nós conhecêssemos apenas o bem, confiando nEle e na sua Palavra.

(2) Todos os que aceitam o perdão de Deus e confessam que Ele é o Senhor – o líder amoroso de suas vidas – retomam ao propósito original estabelecido por Deus para eles. Eles confiam na Palavra de Deus para determinar o que é bom, certo e verdadeiro”
( _Bíblia de Estudo_ _Pentecostal Edição do Global_. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.15).

_II – A REVOLUÇÃO DO PENSAMENTO HUMANO

1- Renascentismo. 

A Renascença é um movimento intelectual que surgiu na Europa Ocidental, entre os séculos XIV e XVI. A característica desse movimento foi o seu profundo racionalismo, ou seja, tudo devia ter uma explicação racional. Os renascentistas recusavam-se acreditar em qualquer coisa que não pudesse ser comprovada racionalmente. Durante esse período, que coincide com o início da Idade Moderna, que os historiadores marcam a partir da tomada dos otomanos pelos turcos em 1453 até 1789 (Revolução Francesa), a visão teocêntrica (em que Deus era a medida de todasas coisas) foi mudada por uma concepção antropocêntrica (em que o homem se tomava a única medida de todas as coisas).

No lugar de ver o mundo a partir das lentes do Criador, os homens passaram a enxergá-lo a partir das lentes da criatura. Assim, surgiram os primeiros efeitos do processo de secularização da cultura, quando a vida social passou a ceder o espaço para o racionalismo e o ceticismo (Jo 20.25,29). Nesse sentido, a revolução científica e literária, que se deu a partir do Renascimento, contribuiu para o surgimento do Humanismo.

2- Humanismo. 

A Itália foi o principal centro humanista nos fins do século XV. Para o movimento humanista, a ética e a moral dependem do homem. Assim, a criatura passou a ser a base de todos os valores, e não o Criador. Os humanistas aprofundaram seus estudos na história antiga a fim de desconstruir os livros sagrados. De positivo, destaca-se a valorização dos direitos do indivíduo.

Porém, esta não é uma bandeira própria do humanismo. A Bíblia possui um arcabouço de concepções de liberdade e de igualdade (Dt 6.1-9) que antecedem muitos direitos que apareceram nos tempos modernos. Destaca-se, ainda, que a Escritura ensina a igualdade entre raças, classe social e de gênero (GI 3.28).

3- Iluminismo e Pós-modernismo. 

O Iluminismo surgiu na Europa, entre os séculos XVII e XVIII. Seus adeptos rejeitavam a tradição, buscavam respostas na razão, entendiam que o homem era o senhor do seu próprio destino e que a igreja era uma instituição dispensável. Já a Pós-modernidade, ou Modernidade Líquida, surge a partir da metade do século XX. Sociólogos observam que a sociedade deixou de ser “sólida” e passou a ser “liquida”. Isso quer dizer que os valores que eram “absolutos» tornaram-se “relativos”.

Nesse aspecto, a coletividade foi substituída pelo egocentrismo em que os relacionamentos se tornaram superficiais. Nesse contexto, os dois grandes imperativos que marcam esse movimento foram o hedonismo e o narcisismo. Na busca do bem-estar humano tudo se torna válido, tais como: o uso das pessoas, o abuso do corpo, a depravação e o consumismo desenfreado.

SINOPSE II
O desdobramento histórico e cultural do Renascimento culmina na relativização dos valores divinos.

**AUXÍLIO TEOLÓGICO*"

HUMANISMO: A TRADIÇÃO DOS HOMENS

“2. O que ensina o humanismo. Segundo essa filosofia, que inclui a ‘tradição dos homens’ a que se referia Paulo, o homem e o universo são apenas originários da energia que se transformou em matéria, por obra do acaso. É a filosofia irmã do evolucio­nismo biológico. Nega a existência de um Deus pessoal e infinito; nega ser a Bíblia a revelação inspirada de Deus a raça humana. Para o humanismo, o homem é o seu próprio deus; o homem pode melhorar e evoluir, segundo tais preceitos, por meio da educação, redistribuição econômica, psicologia moderna ou sabedoria humana. o humanismo é relativista, pois crê que padrões morais não são absolutos, e sim relativos e determinados por aquilo que faz as pessoa sentirem-se felizes… ensina que o homem não deve ficar preso a ideia de Deus”
(RENOVATO, Elinaldo. Colossenses. Serie Comentário Bíblico. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.90-91).

III – TIPOS DE AUTO IDOLATRIA

1- Idolatria da autoimagem. 

A idolatria é tudo o que se coloca no lugar da adoração a Deus (Ex 20.3-5). Nesse caso, podemos dizer que o culto à auto imagem é uma forma de idolatria. Enquanto Cristo reflete a imagem de Deus (Hb 1.2,3), o narcisismo humano reflete a natureza do pecado (Jo 8.34). O apóstolo Paulo retrata o homem caído como uma pessoa egoísta: amante de si mesmo; avarenta: amante do dinheiro; odiosa: sem amor para com o próximo; rebelde: sem amor para com Deus; e hedonista: amante dos deleites (2 Tm 3.2-4).

Desse modo, uma pessoa não regenerada terá a necessidade de autopromover-se, desenvolvendo uma opinião elevada de si mesmo (Lc 18.11). Ela também anseia por reconhecimento e de modo ilícito, busca estar sempre em evidência (Lc 22.24-26). Contrária a auto idolatria, a Bíblia ensina que a primazia é de Cristo, não do homem (Jo 3.30).

2- Idolatria no coração. 

O coração se refere às emoções, à vontade e ao centro de toda personalidade (Rm 9.2; 10.6; 1 Co 4.5). Ele também é descrito como enganoso e perverso (Jr 17.9), pois do seu interior saem os maus pensamentos, as imoralidades, a avareza, a soberba e a insensatez (Mc 7.21,22). Em vista disso, Deus condena a adoração de ídolos no coração (Ez 14.3).

Infelizmente, algumas pessoas chegam a aparentar que adoram a Deus, mas na verdade servem aos ídolos em seus corações (Mt 15.8). Assim, quem não teme a Deus, traz a idolatria no seu íntimo quando prioriza a reputação pessoal, busca o prazer como bem maior, nutre tendências supersticiosas e possui excessivo apego aos bens materiais. Ao contrário dessa postura, a fim de não pecar, somos advertidos a guardar a Palavra de Deus no coração (Sl 119.11).

3- Idolatria sexual.

A falha no controle dos impulsos sexuais está associada a sensualidade (Rm 1.27), imoralidade (Rm 13.13 – NVI) e libertinagem (2 Co 12.21 – NVI). A concupiscência da carne caracteriza quem é dominado pelo pecado sexual (Gl 5.19). Não se trata apenas da prática do ato imoral, mas da busca intencional e compulsiva pelo prazer sexual ilícito (Rm 1.26,27; 1 Co 6.15). É o altar da idolatria sexual edificado no coração (Mc 7.21).

Então, a adoração a Deus é trocada pelo culto ao corpo a fim de satisfazer o ídolo da perversão e da lascívia por meio de pecados (1 Pe 4.3 – NAA). A orientação bíblica para escapar desse mal é a seguinte: “vivam no Espírito e vocês jamais satisfarão os desejos da carne» (Gl 5.16 – NAA).

SINOPSE III
A autoidolatria pode se manifestar de muitas formas, inclusive travestida de religiosidade.

CONCLUSÃO

A corrupção da raça humana é o des­fecho de sua rebelião à verdade divina. A impiedade e a ausência de retidão resultaram em teorias de autossuficiência em que a criatura se ergue acima de seu Criador. Ao se colocar como medida única de todas as coisas, o homem eleva seu interesse acima da vontade divina. As consequências são a autoidolatria, a depravação moral, a decadência social e espiritual. Não obstante, a Escritura alerta que a ira divina permanece sobre os que são desobedientes à verdade divina (Rm 2.8).

REVISANDO O CONTEÚDO
1- Explique as palavras “impiedade,, e “injustiça” de acordo com a lição. 

R. O termo “impiedade” é a tradução do grego asebeia, que significa “irreligio­sidade”. Ele refere-se a decisão do ser humano de viver como se Deus não existisse (SI 36.1; Jd 1.14,15). Já o vocábulo “injustiça” vem do grego adikia e significa “sem retidão”. A palavra carrega a ideia de não ser reto diante de Deus e nem com o próximo (2 Pe 2.15).

2- O que acontece com as pessoas que rejeitam a Deus e suas leis?

R. Ao rejeitar a Deus e suas leis, os “filhos da ira” (Ef 2.3) são deixados à mercê de seus desejos pecaminosos, dentre eles: a impureza sexual e a degradação do próprio corpo (Rm 1.24).

3- Cite pelo menos dois movimentos que marcam a revolução no pensamento humano.

R. Renascentismo / Humanismo.

4- Quais são as características de quem não teme a Deus?

R. Quem não teme a Deus traz a idolatria no seu íntimo quando prioriza a reputação pessoal, busca o prazer como bem maior, nutre tendências supersticiosas e possui excessivo apego aos bens materiais.

5- Qual é a orientação bíblica para escapar do mal da idolatria sexual?

R. A orientação bíblica para escapar desse mal é a seguinte: “vivam no Espírito e vocês jamais satisfarão os desejos da carne” (Gl 5.16 – NAA).

VOCABULÁRIO

Hedonismo: dedicação ao prazer dos sentidos, o prazer como estilo de vida.

Matéria: qualquer substância que compõe um corpo sólido, líquido ou gasoso; substância corpórea de determinada natureza.

Narcisismo: amor pela própria imagem

Ideologia: conjunto de convicções filosóficas, sociais, políticas etc. de um indivíduo ou grupo de indivíduos.