Escravos da dor


Escravos da dor
NOVEMBRO 14, 2023
BÊNÇÃOS, FÉ, REINO DE DEUS, SEGUIR A JESUS
Já pensou se perdêssemos todas as coisas das quais reclamamos?

Se perdêssemos o emprego ao reclamarmos dele, se perdêssemos acesso a lugares por reclamarmos deles, ou a pessoas, situações, oportunidades…

A reclamação acerca de algo muitas vezes está ligada a falta de senso de valor daquilo, mesmo que por um pequeno instante. É quando algo me irrita a ponto de cegar meus olhos com relação ao valor que aquilo tem na minha vida.

Ative a fé
“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

Romanos 5:3-5
Muitas vezes reclamamos das tempestades e situações difíceis. Esquecemos que são justamente essas adversidades que ativam a nossa fé e nos conduzem a novos níveis com Deus.

Não se trata de uma vida ruim, mas sim de um dia difícil, quiçá apenas uma hora complicada que, ao ficarmos remoendo por horas, fazemos com que arruine o dia por completo. Então, arruinamos semanas, meses e até mesmo anos!

A realidade é que somos nós mesmos que amplificamos a intensidade de certas situações, criamos monstros quando estamos com medo e, quando esse sentimento se dissipa e nos encontramos libertos dele, olhamos para trás e percebemos que aqueles seres gigantescos, que pareciam cuspir fogo, eram na verdade apenas pequenos insetos.

Neutralize a dor
Não estou aqui para diminuir sua dor, seu momento difícil, suas perdas…

Mas quero te convidar a enxergar o “todo”. Focar no cenário geral, com olhos de fé, revela-nos como os problemas são pequenos e facilmente resolvidos diante da grandiosidade de Deus.


Devemos enxergar além. E, com isso, não estou me referindo a permanecer em ambientes e relacionamentos que têm sido tóxicos para você. Ao primeiro sinal disso, você precisa buscar orientação em Deus e se afastar desse espaço que só te oferecerá dor. No entanto, às vezes foi apenas um momento difícil.

As coisas possuem o poder que nossa mente lhes concede. Não permita que sua mente fortaleça as dores. Não foque no que aconteceu agora, mas no propósito disso lá na frente.

Jamais acredite que um segundo ruim, significa que sua vida inteira não vale a pena. Por mais difícil que seja na hora da dor, não reclame do processo, mas se encha de esperança pelo propósito.

Alcance a meta
“Porque andamos por fé, e não por vista.”

2 Coríntios 5:7
As tempestades e momentos difíceis não foram feitos para que nossas expectativas sejam diminuídas, mas para que a nossa fé cresça.

Você não foi chamado para ser escravo de seu passado e de suas horas ruins, mas para ser pioneiro do seu futuro, de seus sonhos e objetivos. Deus não te chamou para perceber o que acontece ao redor, mas para que você desenhe o que vai acontecer.

Se nossa mente pode entregar poder às dores, nossa reação frente aos acontecimentos possui um poder ainda maior de transformá-las em traumas. E então podemos chegar ao ponto ruim de dizer: “Deus, pode me dar menos do que seus planos para mim, só me tira daqui!”.


Mas só vive o propósito quem suporta o processo. Permita que suas ações e palavras profetizem sua vida acerca do seu futuro. Encoraje seu espírito através do Espírito Santo de Deus. Não reclame nem murmure, não corra o risco de atrasar o propósito por não conseguir ver beleza, ensinamento e crescimento no processo.

Deus quer te levar a novos níveis com Ele e, se está doendo agora, quer dizer que você está no processo para que nunca mais doa dessa mesma forma.




O Salvador que sempre busca

 
O Salvador que sempre busca

“Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: ‘Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.’ Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas 15:8-10).

Nesta segunda de três parábolas que Jesus usou para justificar sua graciosa busca de pecadores ele usa o mesmo argumento da vida ordinária que na parábola da Ovelha Perdida. “Qual é a mulher...?” Sabemos, ele diz, o que faria qualquer mulher que tenha perdido uma moeda de prata em sua casa. Ela esquadrinharia toda a casa, virando-a de pernas para o ar, até que encontrasse a moeda perdida.

É importante para nós, ao pensarmos nesta parábola, não imaginar que estamos lidando com alguma mulher rica, ou que a moeda é semelhante em valor às nossas modernas. A moeda perdida era um drachma grego, igual ao denarius romano, e equivalente a um dia de salário no mundo antigo (Mateus 20:1-2). Teria sido uma perda séria para o lar médio num mundo onde a existência era frequentemente da mão para a boca e uma moeda era a diferença entre a sobrevivência e o desespero. Justamente num tal lar Jesus tinha nascido e sido criado. Mesmo em nossa comparativa abundância há poucos de nós que não rebuscariam nossas casas diligentemente para encontrar uma soma de dinheiro equivalente a um dia de renda mal colocada, e que não se sentiria alegre e aliviado quando ela fosse recuperada.

Alguns têm especulado que a moeda perdida possa ter sido uma das dez moedas de prata costumeiramente dadas por um noivo como enfeite da testa para sua noiva. Tal moeda teria obviamente um valor sentimental, bem como prático. Sua perda se compararia à perda de um anel de noivado, que guarda simbolicamente dentro dele todas as promessas lembradas e a alegria de um casamento. Desta possibilidade podemos apenas dizer que nada na parábola proíbe dizer ou estabelecer isso.

O foco da Parábola da Moeda Perdida como o da Ovelha Perdida está na preocupação natural por coisas perdidas e a alegria de recuperá-las. Não há justificação para fazer alegoria desta história que, tomada como é, expõe o ponto de Jesus admiravelmente. Imaginações férteis têm visto a mulher (ou a casa) como um símbolo para a igreja; a lâmpada como uma figura da Palavra de Deus, e a varrição da casa como um sinal para a perturbadora obra do Espírito Santo. Como Buttrick observou, concernente a algum tratamento de Trench da parábola, “é uma alegoria que podemos alegremente ignorar”.

É perigoso forçar a interpretação de todos os pormenores desta parábola. Uma moeda inanimada, perdida devido a descuido ou infelicidade de outros, obviamente não simboliza perfeitamente um homem animado e de livre arbítrio. Apanhado no próprio erro sobre o qual ele adverte, Buttrick escreve extensamente sobre pessoas que são perdidas porque nasceram em circunstancias cruéis e não podem deixar de estar onde estão. Nada poderia estar mais longe da mente do Senhor. Ele está apelando para um arrependimento que, ainda que leve a misericórdia, exige inequívoca aceitação da responsabilidade pelas próprias transgressões (Lucas 13:3-5). Como pode alguém se afastar daquilo que não escolheu?

Como Barclay observou, nenhum fariseu tinha jamais sonhado com um Deus como esse. Um que talvez fosse misericordioso para os bons que vinham implorar caminhos merecidos, mas certamente não alguém que fosse em busca dos indignos patifes da sociedade. Do jardim do Éden ao último apelo lamentoso dos profetas, ele tinha estado em incessante procura de seu povo perdido, ainda que triste seja seu estado, ainda que indiferente sua resposta. Diferente da mulher da parábola, Jesus nunca recuperará todos os que estão perdidos para ele, mas nunca será por falta de busca e procura.

Leia o artigo completo aqui.

– por Paul Earnhart 
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