A justiça de Deus



Imagine a seguinte situação: sua família foi torturada e morta, o assassino foi preso. Ao ir para julgamento, o juiz solta sem qualquer punição o bandido porque esse juiz é muito bondoso e misericordioso. O que seria dito sobre esse juiz? Que está louco, que é injusto! O assassino merece ser castigado porque ele é mau. O juiz foi bondoso e amoroso, mas foi injusto. Do mesmo modo, como Deus pode ser justo e ao mesmo tempo justificar o ímpio? Justificar quer dizer tornar justo.

Deus perdoa nosso pecado e nos torna justos. Quando Ele nos perdoa, todos entendem  que Ele é Amor. Mas se Ele é Amor porque perdoa, então Ele não é justo, porque todo pecado merece castigo (Rm 6:23; Ez.18:4-32).

Deus perdoa todos os pecados, mas não inocenta o culpado (Ex 34:6,7  Pv 17:15). Como Deus inocenta e ao mesmo tempo pune? “Deus odeia o que pratica o mal” (Sl 5:5). Por quê? Porque Ele é bom e justo. Se vemos no noticiário que uma criança foi raptada, violentada e depois morta não sentimos revolta contra isso? Não condenamos tal maldade? Queremos justiça!

Como Deus é Amor, Ele trabalha naqueles que são alvo da Sua ira. Por causa do Seu amor, Ele segura sua ira justa para dar tempo ao pecador de se arrepender e receber Seu perdão. Mas onde fica a sua justiça nesse caso? Deus escolheu derramar toda Sua ira sobre Jesus ao invés de derramar sobre nós. Ele matou Jesus ao invés de nos matar. Jesus nos justificou, nos tornou justos quando nos arrependemos de nossos pecados (Isaías 53:5-10).

Pouco antes de ser preso, Jesus ficou muito angustiado ao ponto de suar sangue, mas não por medo do sofrimento que os homens iam lhe causar, e sim porque a ira justa de Deus cairia sobre Ele. A ira pelos pecados de toda a humanidade.

Jesus não pagou para o diabo nos libertar. Jesus pagou para Deus. O sacrifício de Jesus satisfez a exigência de justiça de Deus. E por causa disso é que somos perdoados e podemos  conhecer o amor de Deus por nós. Deus tratou Jesus como culpado em nosso lugar e separou-se Dele quando estava na cruz, e aí Jesus clamou: “Deus meu, porque me desamparaste?” (Mc.15:34). Jesus teve que ficar separado do Pai por nossa causa, para nos reconciliar com Ele ao morrer (Rm 8:32). Em Jesus, a justiça de Deus foi feita e, assim, Ele pode nos mostrar Seu amor (Rm 5:8).

Deus mostrou Sua justiça trazendo a morte, mas mostrou Seu amor no fato que não fomos nós que morremos, e sim Jesus. Então, não podemos desvalorizar nem menosprezar o amor e a justiça de Deus. Devemos temer e nos arrepender para sermos perdoados (At 3:19). Deus tira nossa culpa quando nos arrependemos, mas não tira as consequências do pecado que cometemos. Sofreremos o mal que fizermos (Cl 3:25). É a maneira de sermos corrigidos por Deus. (Sl 99:8; Jr 7:9-11; Hb 12:5-13).

Por Mauro Fraga

Salvação pela graça!

Efésios 2: 1. E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
2. Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;
3. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.

Coisa maravilhosa é saber que o imenso amor de Deus nos alcançou e nos vivificou, porque outrora quando não conhecíamos ao senhor Jesus estávamos mortos na ofensa que se chama pecado. E como se diz no mundo (remavamos conforme a maré, dançávamos conforme a música). Andávamos segundo o nosso Bel prazer, porque o que alimenta a carne mata de inanição o espírito. Mas a palavra diz: João 3: 16. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Louvado seja Deus por esse amor incondicional, que nos presenteou com o sacrifício de Jesus na cruz. Nós trazendo a graça redentora de seu filho (glória a Deus) obrigado Jesus Cristo por esse favor imerecido. Hoje todo aquele que reconhece a Jesus como filho de Deus não entra em condenação, mas parte da morte para a vida.
Que o espírito santo fale melhor em cada coração.
Por: diácono Luiz Claudio Gomes.