EBDVIEWS 📚 Enomir Santos**ÉTICA CRISTÃ E ABORTO.**Subsídio para a lição 5 ADULTO - A dessacralidade da vida no ventre materno.* *Assista a video aula*



*EBDVIEWS 📚 Enomir Santos*

*ÉTICA CRISTÃ E ABORTO.*
*Subsídio para a lição 5 ADULTO - A dessacralidade da vida no ventre materno.* *Assista a video aula*

O tema do aborto implica diretamente a dignidade humana e na inviolabilidade do direito à vida. Posições contrárias e favoráveis ao aborto sempre estiveram presentes na história da humanidade. As civilizações dos sumérios, os babilônios, os assírios, os hititas e os israelitas consideravam o aborto como um crime de maior gravidade. Em contrapartida, a cultura espartana (séculos V e IV a.C.), que era centrada na formação do “hoplita” — o soldado perfeito — os recém-nascidos que apresentassem alguma doença, má formação ou sinais de debilidade eram jogados do precipício a fim de serem descartados (GARCIA, 2011, p. 25). Os filósofos Platão e Aristóteles também consideravam o aborto e o infanticídio como instrumento de eliminação dos fracos e inválidos, que, segundo eles, eram um estorvo e nada podiam acrescentar ao bem comum. Em seu livro A República, Platão também defendeu a interrupção da gestação em todas as mulheres que engravidassem após os 40 anos (PLATÃO, 2000). Andrade registra que, em certa ocasião, Aristóteles aconselhou desabridamente: “Quanto a saber quais os filhos que se devem abandonar, ou educar, deve haver uma lei que proíba alimentar toda a criança disforme” (2015, p. 60).

*🔵 I. ABORTO: CONCEITO GERAL E BÍBLICO*

Em termos gerais, a prática do aborto é a interrupção da gravidez. Tal procedimento continua sendo um polêmico debate. Uma parcela da sociedade contemporânea o considera como um direito da mulher. As opiniões divergem em duas vertentes: os “Pró-Vida”, que são contrários ao aborto, e os militantes “Pró-Escolha”, que são favoráveis. Diante da problematização ética e moral que envolve esses grupos, apresentamos o conceito geral e bíblico do aborto.

*1️⃣. Conceito Geral de Aborto*

Conceitualmente, o aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou do feto. Algumas literaturas identificam o aborto como feticídio cujo significado é a “morte do feto”. A palavra latina fetus significa “pequenino” e representa o ser que se presume vivo. Sob essa perspectiva, o ato de “abortar” é caracterizado pela descontinuidade do processo natural de gestação do ser vivo. O termo gestação é originário da palavra em latim gestacione, que faz referência ao tempo em que o embrião fica no útero, desde a concepção até o nascimento.
Portanto, esse termo pode ser aplicado a todos os animais que possuem um útero, que é parte integrante e mais importante do aparelho reprodutor feminino, nesse caso, dos mamíferos. Contudo, a aplicação do termo “descontinuidade da gestação” quando relacionado com a ética e a moral cristã refere-se à interrupção da gravidez da mulher. A essa interrupção dá-se o nome de aborto, que pode ser involuntário ou provocado com ou sem a expulsão do feto, resultando na morte do nascituro.

*🔵 O EMBRIÃO E O FETO SÃO UM SER HUMANO*

Fecundação, embrião e feto são os nomes das três etapas da gestação. O período gestacional é composto de 40 semanas que são fundamentais para a formação do bebê. Após o ato sexual, o espermatozoide sobrevive, em média, 72 horas (ou seja, cerca de 3 dias) dentro do corpo da mulher à espera que um óvulo seja liberado pelo ovário. O óvulo, depois de liberado, está disponível para ser fecundado apenas entre 12 e no máximo 24 horas.
A fecundação ocorre na união entre o óvulo e o espermatozoide — que dá origem ao zigoto e que se instala no útero após uma série de divisões celulares. O termo embrião é usado para definir um organismo que está nos primeiros estágios de desenvolvimento. Ele é formado 24 horas após a fecundação.

*🔵 QUANDO COMEÇA A VIDA❓*

Quanto aos cientistas, muitos concordam que a vida tem início na fecundação, quando o espermatozoide (gâmeta masculino) e o óvulo (gameta feminino) se fundem gerando a nova célula chamada “zigoto”.

A Impureza de Jesus

 
A Impureza de Jesus

Jesus viveu na forma de homem por mais de três décadas e nunca pecou. O apóstolo Pedro escreveu: “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados” (1 Pedro 2:21-24).

Como, então, podemos falar da impureza de Jesus? Lucas, um dos homens escolhidos por Deus para registrar a vida de Jesus, descreveu um ato especial de Jesus na Galileia: “Aconteceu que, estando ele numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E, no mesmo instante, lhe desapareceu a lepra” (Lucas 5:12-13). Conforme a lei em vigor naquela época para os judeus, este ato teria o efeito de deixar Jesus ritualmente imundo (Levítico 5:3). Impureza ritual nem sempre envolvia pecado, e sabemos que Jesus não pecou. O ponto importante que a cura do leproso na Galileia mostra é que Jesus tomou sobre si a impureza dos homens para poder purificá-los. Para as multidões que acompanhavam o trabalho de Jesus nessa fase do seu ministério, foi uma ilustração viva do propósito de sua encarnação.

A lepra não era pecado, mas servia para ilustrar o pecado. Jesus se compadeceu do corpo manchado por esta terrível doença e tocou neste homem para tirar seu sofrimento. Mas o foco de Jesus nunca foi apenas o sofrimento temporário e físico. Se as batalhas foram contra doenças como a lepra, a guerra foi contra o próprio pecado e seu poder de morte. Mateus comentou sobre as mesmas curas de Jesus e ligou suas obras a uma profecia de Isaías. Mateus disse: “Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mateus 8:16-17). Enquanto muitos ainda perdem o significado do comentário de Mateus e focalizam as curas físicas, uma leitura do contexto de Isaías 53 tira qualquer dúvida. As curas físicas ilustravam o poder de Jesus para curar as doenças espirituais que ameaçam trazer a morte eterna e espiritual.

Em outro momento, o próprio Jesus explicou este propósito dos seus milagres: “Mas, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa” (Lucas 5:24).

Jesus veio para vencer o pecado e destruir a sua consequência, a separação de Deus causada pelo pecado, ou seja, a morte espiritual. Paulo falou da vitória de Jesus sobre o pecado e a morte: “O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15:56-57).

Não foi apenas sobre curas de lepra e paralisia que Pedro falou, mas sobre esta vitória de Jesus sobre o pecado e a morte: “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados” (1 Pedro 2:24).

Jesus Cristo veio ao mundo, assumiu a forma de homem, sofreu junto com suas criaturas e tocou nas pessoas que sofriam. Ele se humilhou para tocar nas imundícias de um mundo dominado pelo pecado para poder nos livrar desse domínio! Jesus fez muito mais do que curar enfermidades da carne. Ele se tornou “o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5:9).

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– por Dennis Allan
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