Tema: A Visão do Templo e o MilênioTexto: Ezequiel 43.1-9


Tema: A Visão do Templo e o Milênio
Texto: Ezequiel 43.1-9 
1 - Então, me levou à porta, à porta que olha para o caminho do oriente.
2 - E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz 
de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.
3 - E o aspecto da visão que vi era como o da visão que eu tinha visto quando vim destruir a 
cidade; e eram as visões como a que vi junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto.
4 - E a glória do SENHOR entrou no templo pelo caminho da porta cuja face está para o lado do 
oriente.
5 - E levantou-me o Espírito e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do SENHOR encheu o 
templo.
6 - E ouvi uma voz que me foi dirigida de dentro do templo; e um homem se pôs junto de mim
7 - e me disse: Filho do homem, este é o lugar do meu trono e o lugar das plantas dos meus pés, 
onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão 
mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com os cadáveres 
dos seus reis, nos seus altos,
8 - pondo o seu umbral ao pé do meu umbral e a sua ombreira junto à minha ombreira, e havendo 
uma parede entre mim e entre eles; e contaminaram o meu santo nome com as suas abominações 
que faziam; por isso, eu os consumi na minha ira.
9 - Agora, lancem eles para longe de mim a sua prostituição e os cadáveres dos seus reis, e 
habitarei no meio deles para sempre.
INTRODUÇÃO
No Expondo as Escrituras de hoje iremos tratar do tema A Visão do Templo e o Milênio. A 
intenção desse texto não é tratar dos detalhes do templo e nem de aspectos do milênio e 
sim da volta da glória de Deus. 
Nos capítulos de 9 a 11 de Ezequiel temos o relato de Deus retirando a sua glória do templo 
e por isso tanto o templo como a cidade foram destruídos.
Agora, Ezequiel vê a volta da glória, para ocupar e consagrar este novo edifício para ser Seu 
santuário. Sua aparência era a mesma de antes, junto ao rio Quebar e induziu a mesma 
resposta de reverente temor e adoração.

A aparência da glória divina é um fenômeno impressionante no Antigo Testamento. Ela pode 
ser definida como a manifestação visível da santidade de Deus. O três vezes santo Senhor 
das hostes angelicais enche toda a terra com sua glória (Is 6.3).
As vezes, essa manifestação da sua santidade se revela por meio do seu poder manifestado 
na natureza e na história, como em Isaías 2.10. Em outros momentos, ela é quase uma 
aparência física da Presença Divina.
Então, vamos aprender lições importantes sobre o retorno da glória de Deus.
I – O SOM DA NUVEM DE GLÓRIA (43.1-5)
1 - Então, me levou à porta, à porta que olha para o caminho do oriente.
A glória de do Senhor entrou pelo mesmo portão do qual tinha saído, o Portão Oriental (leste), 
onde o sol se levanta e dá vida ao mundo inteiro. No capítulo 37 de Ezequiel podemos ver uma 
profecia de esperança sobre a restauração nacional e espiritual do povo de Israel. Eles se achavam 
arruinados e sem saída. Mas, Deus promete que um dia aconteceria a restauração e em parte ela 
já aconteceu. O anúncio da volta da Glória de Deus fortalece mais ainda sua esperança. 
Aprendemos que Deus pode reverter situações que aos nossos olhos sejam impossíveis. Quando 
o Espírito de Deus toma parte em uma situação, todas as impossibilidades são anuladas.
2 - E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz 
de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.
Em Ezequiel 11.23, a glória de Deus havia deixado o templo e seguido para o leste sobre o monte
das Oliveiras, à medida que a presença do Senhor saía da cidade. Neste versículo, a presença 
divina retorna para Jerusalém a partir do leste.
A chegada da presença divina é anunciada universalmente, e o grito de triunfo é como o som de 
muitas águas, ouvido por todos os homens da terra. Em Ezequiel 1.24, esse som aparece como o 
ruído das asas dos seres viventes, e mais adiante em Apocalipse 1.15 para descrever a voz de 
Jesus, também em Apocalipse 14.2; 19.6. Todo o globo terrestre brilha com a Sua glória que vem 
depois de uma noite escura de sofrimentos, quando o povo desiste de praticar sua idolatria-
adultério-apostasia. A luz de um novo dia brilha sobre o povo renovado.
3 - E o aspecto da visão que vi era como o da visão que eu tinha visto quando vim destruir a 
cidade; e eram as visões como a que vi junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto.
O aspecto da visão remete aos capítulos 1 e 8–11, ao mencionar que era como as visões que tive 
junto ao rio Quebar. Mais uma vez o profeta se humilha atemorizado diante do Poder da Glória e 
da Santidade de Deus.


4 - E a glória do SENHOR entrou no templo pelo caminho da porta cuja face está para o lado do 
oriente.
A glória havia saído por causa dos pecados, porém, agora o dia de iniquidades terminou. Com o 
Novo Dia, o Reino do Messias (nos seus passos iniciais) se iniciou. Isso aponta para o milênio. Ele 
é um Reino com duração de mil anos a ser instaurado, na terra, pelo Senhor Jesus logo após o 
término da Grande Tribulação (Ap 20.4-6). Trata-se de um reino literal, cujo principal objetivo é 
a exaltação de Jesus como o Messias de Israel e o soberano de todas as nações.
5 - E levantou-me o Espírito e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do SENHOR encheu o 
templo.
Nessa nova realidade, a glória de Deus extrapola o templo e resplandece em toda a terra (v. 2). 
O profeta Isaías descreve a adoração dos serafins: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos;
toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.6).
II - O DISCURSO DA NUVEM DA GLÓRIA DE DEUS (43.6-9)
O âmago daquilo que o Senhor diz está em 7a e 12. Estas palavras declaram que o novo templo 
é consagrado ao tomar-se mais uma vez Sua habitação, e que, portanto, o princípio que governa 
a disposição e a ordem do templo deve ser o princípio da santidade.
6 - E ouvi uma voz que me foi dirigida de dentro do templo; e um homem se pôs junto de mim
Como em 1.28, Ezequiel ouve uma voz. O Profeta não só vê a glória de Deus como ouve a voz 
divina ecoando de dentro do templo para falar com ele. Essa voz indica o poder e a majestade de 
Deus.
7 - e me disse: Filho do homem, este é o lugar do meu trono e o lugar das plantas dos meus pés, 
onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão 
mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com os cadáveres 
dos seus reis, nos seus altos,
Na primeira parte desse versículo a presença divina estava no templo, pois é a voz do Senhor que 
fala ao profeta Ezequiel. Nos capítulos de 8 a 11, vimos que o tabernáculo e o templo eram 
símbolo da presença de Deus, lugar da manifestação da glória de Javé. Não pode haver harmonia 
entre pecado e santidade, por isso a glória de Deus foi retirada do templo devido às abominações, 
que são uma ofensa à santidade divina.
O plano eterno de Deus é habitar para sempre com o seu povo, em comunhão de amor e zelo. A 
bênção e a alegria que Ele reservou para seus filhos ultrapassam os limites da nossa compreensão 
(cf. 1 Co 2.9; Ap 21;22).

Já na segunda parte prediz o cancelamento das práticas idólatras e imorais da casa de Israel, que 
haviam ocorrido ao redor do templo (2 Rs 23.1-20).
Nessa nova realidade, não há lugar para o pecado. A Casa de Israel e os reis não mais 
contaminarão o nome santo de Javé com suas transgressões. Esse trecho se assemelha à 
linguagem do capítulo 8. A primeira abominação mencionada é prostituição. Talvez esteja 
relacionada ao ritual de Tamuz que o Profeta viu sendo realizado nos recintos do templo e que 
também representava práticas antigas que ocorriam no templo (2Rs 23.7).
A segunda abominação está relacionada com o cadáver dos seus reis, nos seus lugares altos. 
Tendo o capítulo 8 como paralelo, não há referência direta ao cadáver dos reis. No entanto, 
considerando que nos lugares altos as pessoas ofereciam sacrifícios e ofertas às divindades, 
talvez seja uma alusão à idolatria. O capítulo 8 descreve a imagem do ciúme na entrada do portão 
do templo, com as figuras gravadas na parede, na sala de imagens e a adoração ao sol.
Entre os comentaristas, não se sabe exatamente a que essa prática se refere, embora seja claro 
que desagrada a Javé. Provavelmente se refere aos túmulos dos reis nos recintos do templo, em 
razão da proximidade dos prédios (ver v. 8). Segundo informações arqueológicas, 14 reis de Judá 
foram enterrados nos sepulcros reais de Jerusalém, na região da Cidade de Davi, onde estavam o 
templo e o palácio. Parece que a falta estava na ausência de qualquer linha clara de demarcação 
entre o que era sagrado (o templo propriamente dito) e o que era profano (o palácio e quaisquer 
túmulos a ele associados).
As abominações praticadas no templo estavam relacionadas aos rituais pagãos de outros povos, 
que talvez fossem liderados por estrangeiros. De qualquer forma, trata-se de uma atividade 
condenada por Javé. Esse trecho, portanto, demonstra que, nessa nova ordem, a Casa de Israel 
não mais contaminaria o nome santo de Javé, ou seja, nem se envolveria com a idolatria.
8 - pondo o seu umbral ao pé do meu umbral e a sua ombreira junto à minha ombreira, e havendo 
uma parede entre mim e entre eles; e contaminaram o meu santo nome com as suas abominações 
que faziam; por isso, eu os consumi na minha ira.
A terceira abominação se refere ao limiar e aos batentes construídos entre o palácio e o templo, 
e está relacionada ao problema dos cadáveres dos reis. O palácio foi construído nas redondezas 
do templo (1Rs 7.8; 2Rs 11.19). Essa proximidade não era aprovada. Isso se torna mais claro
quando acrescentamos a palavra “apenas”, de acordo com a NVI: “[há] apenas uma parede fazendo 
separação entre mim e eles”. Mesmo na nossa dispensação, deveríamos manter uma verdadeira 
reverência para com Deus, que é elevado e santo; também não deveríamos secularizar ou profanar 
“lugares santos”, usando-os para atividades seculares. Champlin diz que talvez a referência
também seja aos monumentos (construções idólatras) que os reis misturaram com os edifícios
sagrados, e que corresponderia à palavra "abominações” aqui. Seja como for tais abominações

provocadas pela Casa de Israel fizeram que Javé os consumisse na sua ira, relembrando o juízo 
divino que tinha vindo sobre o povo.
9 - Agora, lancem eles para longe de mim a sua prostituição e os cadáveres dos seus reis, e 
habitarei no meio deles para sempre.
Aqui Deus faz uma promessa condicional dando esperança ao seu povo. A limpeza das poluições 
devia incluir dois princípios essenciais: 1. A idolatria seria eliminada. 2. Os monumentos de ídolos 
(ou sepulcros dos reis) seriam afastados da área sagrada. Se o povo fizesse estas coisas (que 
representavam uma purificação geral), então o Senhor habitaria entre o seu povo.
O Deus Santo não poderia manifestar sua glória onde houvesse pecado. É baseado nesse princípio 
de que todo cristão precisa viver em santificação para ter um relacionamento com Deus. 

CONCLUSÃO

No Expondo as Escrituras de hoje aprendemos sobre A Visão do Templo e o Milênio. 
Aprendemos que Deus pode reverter situações que aos nossos olhos sejam impossíveis. A glória 
que se foi, voltou. Quando o Espírito de Deus toma parte em uma situação, todas as 
impossibilidades são anuladas.
Precisamos viver um vida de obediência para desfrutarmos da presença de Deus aqui e assim 
estaremos com ele para sempre na eternidade. 

REFERÊNCIAS

A Justiça Divina - Esequias Soares - CPAD
Ezequiel - Serie Cultura Bíblica - John B. Taylor
Ezequiel – Beacon – CPAD
Ezequiel - Comentário de Champlin A.T. Vol.5

lição 09 EBD

Texto Áureo:
(Para uma melhor compreensão do Texto Áureo, vamos analisar Atos 19 de 1 à 7)
1.E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as 
regiões superiores, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos,
2.disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: 
Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.
3.Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados, então? E eles disseram: No batismo de 
João.
4.Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, 
dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.
5.E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.
6.E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e 
falavam línguas e profetizavam.
7.Estes eram, ao todo, uns doze varões.
Atos 19:1-7
Pablo Alberto Deiros (pastor, teólogo e escritor paraguaio de origem argentina) disse que; “Era 
necessário que os que se tornaram discípulos de João, passassem de meros seguidores 
de Cristo como Messias a cristãos comprometidos com ele como Senhor. Esses 
discípulos não demonstraram ser autenticamente cristãos até o momento em que se 
encontraram com Paulo. Não sabiam nem mesmo que havia Espírito Santo e conheciam 
muito pouco a respeito de Jesus. Evidentemente, não eram cristãos no sentido mais 
preciso do termo, apenas discípulos batizados com o batismo de arrependimento 
pregado por João. Foi por isso que tiveram de ser batizados de novo (rebatismo), 
agora em nome de Jesus. Não se trata de uma dupla experiência, ou seja, primeiro com 
Jesus e depois com o Espírito Santo, mas de fé única, de conversão, de vinda do 
Espírito Santo, de batismo em água e de recepção do dom de línguas e de profecia 
(Atos 8.17). A ordem das experiências cristãs no Novo Testamento é: arrependimento, 
fé, batismo, enchimento do Espírito e dons.
Era necessário que os que se tornaram discípulos de João por meio de Apolo 
passassem de pessoas batizadas em água como expressão de arrependimento a pessoas 
batizadas em Cristo como expressão de conversão. O batismo de João era um batismo 
de arrependimento, por isso a mensagem pregada a eles fora incompleta. Todos 
sabemos que sem arrependimento não há salvação, mas também parece claro que o 
arrependimento sozinho não basta. Deve estar acompanhado de uma fé sincera em 
Jesus Cristo como o único Senhor da vida. Depois que se converteram, os 12 discípulos 
de João foram batizados em nome de Jesus Cristo”.

Hernandes Dias Lopes (pastor, teólogo, escritor e conferencista presbiteriano) disse que;
“Em Éfeso, Paulo encontra doze homens com um testemunho incoerente, que haviam
recebido o batismo de João, mas não tinham ainda recebido o Espírito Santo. Quando
Paulo perguntou a esses doze discípulos se haviam recebido o Espírito Santo quando
creram, responderam que nem sequer tinham ouvido a respeito de sua existência.
Tinham recebido o batismo de João, mas nada sabiam sobre o derramamento do
Espírito. Ressaltamos que João Batista mencionou o Espírito Santo quando disse que
ele próprio batizava com água, mas Jesus, que viria depois dele, batizaria com o
Espírito Santo. O comentário do grupo meramente significava que eles não sabiam que
o Espírito já tinha sido outorgado (João 7.39). É certo que esses doze homens ainda
não eram cristãos, pois ninguém pode tornar-se cristão sem receber o Espírito Santo”.


Ian Howard Marshall (estudioso escocês do Novo Testamento) disse que;
“Dificilmente esses homens seriam cristãos porque não haviam recebido o dom do
Espírito; podemos dizer com segurança que o Novo Testamento não reconhece a
possibilidade de alguém ser cristão sem possuir o Espírito Santo (Atos 11.17; João 3.5;
Romanos 8.9; l Coríntios 12.3; Gálatas 3.2; l Tessalonicenses 1.6; Tito 3.5; Hebreus
6.4; 1 Pedro 1.2; 1 João 3.24; 4.13)”.


John Robert Walmsley Stott (pastor, teólogo e escritor britânico) disse que; “É mais
provável que, apesar de terem ouvido a profecia de João acerca do Messias que viria
batizando com o Espírito Santo, aqueles não soubessem de seu cumprimento no
Pentecostes. Ainda viviam no Antigo Testamento, que culminou em João Batista. Não
entendiam que a “nova era” fora iniciada por Jesus, nem que os que nele creem e são
batizados recebem a bênção característica da nova era: a habitação do Espírito.
Quando entenderam isso pela instrução de Paulo, colocaram sua fé em Jesus, cuja
vinda o mestre João Batista anunciara. A norma da experiência cristã, portanto, é um
conjunto de quatro fatores: arrependimento, fé em Jesus, batismo na água e a dádiva
do Espírito”.

(Amados irmãos, o tópico 1 desta lição talvez seja um pouquinho polêmico
para alguns pelo fato de haver uma certa discordância com relação a Atos
19.1-7, até mesmo entre renomados e respeitados ensinadores cristãos.
Lembre-se de que meu objetivo é sempre lhe apresentar um estudo
imparcial do tema da lição (se você me acompanha já a algum tempo, sabe que sou
imparcial), sem querer “puxar a sardinha” para denominação “A” ou “B”.
Analise este material, compare com outros e fique com a parte que você
achar melhor).


1 – O Movimento de Atos se Repete no Brasil
Ouve-se falar muito de “igrejas pentecostais” ou “movimento pentecostal”.
O Movimento Pentecostal é assim chamado porque resgatou a plenitude da
experiência de Atos 2 ocorrida durante a festa judaica de Pentecostes. Os
dons do Espírito, os chamados “SINAIS” foram prometidos por Jesus
(Marcos 16.17-20).
O pentecostalismo é definido como um movimento religioso com ênfase na
espiritualidade e que saiu do protestantismo tradicional.
1. Pentecostes entre os salvos.
Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles
disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.
Atos 19:2
John Fullerton MacArthur (pregador, escritor, conferencista e teólogo norte-americano)
Vai na mesma linha de Dias Lopes, Marshall e Stott. Para ele “Esses
homens ainda não eram cristãos ou pelo menos não plenamente”, já que
todos os cristãos recebem o Espírito Santo em certa medida quando são
salvos, veja Romanos 8.9 e 1 Coríntios 12.13 (e tenha em mente que, o batismo no
Espírito Santo é uma experiência distinta da experiência da conversão).
Dwight Lyman Moody (evangelista norte-americano) tinha o seguinte
entendimento; “O apóstolo reconheceu que o conhecimento que os discípulos tinham
de Jesus era incompleto. Por isso perguntou; Recebestes, porventura, o Espírito Santo
quando crestes? O particípio grego é “tendo crido” e pode ser traduzido para “desde
que crestes ou quando crestes”. Considerando que o Espírito Santo se recebia
geralmente quando se cria em Cristo, a última tradução é preferível. Sua resposta deve
ter sido que eles não sabiam nada sobre a verdade cristã do Espírito Santo, pois
qualquer um que conhecesse o V.T, já teria ouvido a respeito do Espírito Santo”.
Ou seja, tudo indica que estes homens de Atos 19.1-7 ainda não eram
verdadeiramente cristãos, isto seria impossível, pois se fossem
verdadeiramente cristãos, teriam conhecimento das Palavras de Jesus;

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para 
sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o 
conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.
João 14:16,17
E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, 
até que do alto sejais revestidos de poder.
Lucas 24:49
E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que 
esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.
Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito 
Santo, não muito depois destes dias.
Atos 1:4,5
Aí então surge a pergunta;
Se eles não eram verdadeiramente cristãos, então como foram batizados no 
Espírito Santo?
Vamos lá, preste bastante atenção.
2.disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: 
Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.
3.Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados, então? E eles disseram: No batismo de 
João. (Algum conhecimento sobre Jesus eles tinham, pois disseram que não sabiam 
sobre o Espírito Santo, e, não que não sabiam sobre Jesus).
4.Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, 
dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. (Paulo 
dá um bom testemunho sobre João Batista, e, corrobora o conhecimento deles sobre 
Jesus).
5.E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. (Paulo os rebatiza em 
nome de Jesus, confira a boa explicação de Pablo Alberto Deiros sobre isso (no Texto 
Áureo), e, além da boa explicação de Deiros também vale ressaltar que, naquela época, 
muitos tinham dificuldade em aceitar o “nome de Jesus”, portanto o batismo no nome 
de Jesus era também uma forma de propagar que Jesus era (e é) o Cristo, e, que em seu 
nome pessoas recebiam o Batismo com o Espírito Santo).
6.E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e 
profetizavam. (observe que esta conversa de Paulo com estes discípulos não foi uma 
coisa de um minuto (é fácil perceber isso pelo contexto do texto). Paulo falou-lhes sobre 
Jesus, explicou-lhes sobre o Espírito Santo e houve tempo para rebatiza-los, ou seja, 
isso não aconteceu de um minuto para o outro. Eles tiveram tempo para ouvir a 
mensagem de Paulo, crer (isto é, receber fé salvífica) e aí sim, depois de 
verdadeiramente crer, receberam o batismo no Espírito Santo.


Atos 19:3-6
Percebemos que o verdadeiro Pentecostes, isto é, o mesmo agir do
Espírito Santo nos dias atuais só acontece se ensinarmos a Palavra
de Deus da maneira correta, com detalhes
2. A plenitude do Espírito Santo.
E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e
profetizavam.
Atos 19:6
Observe nesta passagem que os discípulos (após crerem), e com a imposição de mãos de
Paulo, receberam o batismo no Espírito Santo.
Tradicionalmente (embora haja exceções) nos meios pentecostais se crê
que a única evidência que identifica que uma pessoa foi batizada com o
Espírito Santo é o falar em Línguas estranhas.
Esta ideia não parece ter sido herdada de escritos Bíblicos (veremos isso logo
adiante) mas foi herdada de Charles Fox Parham que foi um influente
pregador estadunidense no final do século 19 e início do século 20.
Perceba que, algumas coisas precisam ser bem esclarecidas;
- Em Atos 2 ninguém falou línguas estranhas, o contexto de Atos 2 deixa isso bem claro
(Atos 2.4-11), ali todos falaram línguas idiomáticas (conhecidas, Atos 2.8).
- Línguas estranhas existem? SIM, é claro que sim;


Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o 
entende, e em espírito fala de mistérios.
1 Coríntios 14:2
- Mas as línguas de Atos 2 não são as mesmas de 1 Coríntios 14.2, embora 
nos dois casos tenha sido com certeza uma obra do Espírito Santo.
- Perceba que, embora em Atos 19.6 os discípulos tenham recebido o batismo no 
Espírito Santo pela imposição de mãos de Paulo, hoje em dias muitos recebem o 
batismo no Espírito Santo sem que haja necessariamente a imposição de mãos de 
alguém. E, quando as pessoas são batizadas no Espírito Santo hoje em dia, dificilmente 
elas profetizam (embora sim, as vezes isso acontece, mas nem sempre, ou seja, isso não 
é uma máxima, não é uma regra).
- Devemos observar também que os relatos de Lucas sobre o batismo no Espírito Santo 
são os relatos de um missionário, um relato missionário, de uma testemunha ocular que 
escreveu o que viu, e não os relatos de um professor ou mestre das Sagradas Escrituras.
- Paulo que era um mestre, professor das Sagradas Escrituras ensinou que o Espírito 
Santo concede os dons a cada um conforme Ele quer (e não conforme nós queremos);
Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um 
como quer.
1 Coríntios 12:11
- Paulo também faz uma pergunta retórica;
Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos?
1 Coríntios 12:30
- Ou seja, a resposta da pergunta de Paulo é óbvia. Nem todos tem dons de curar, nem todos 
tem o dom de falar em línguas, nem todos tem o dom de interpretação de línguas. Porque não?
R: É porque o Espírito distribui os dons a cada um conforme Ele quer (e não conforme nós 
queremos).
Esta breve exegese mostra que não é lógico acreditar que uma pessoa é 
batizada no Espírito Santo apenas se falar línguas estranhas, é mais correto,
lógico e coerente acreditar que o batismo no Espírito Santo é evidenciado 
por qualquer um dos dons do Espírito Santo, e não apenas pelo dom de 
línguas.

3. Chamados por Deus.
Em 1901 o pentecostalismo que conhecemos hoje teve seu início e, em 1906 na rua 
Azuza em Los Angeles, EUA, um pastor negro, William Joseph Seymour, homem 
piedoso e de vida santa, começou a orar pelas pessoas e o Espírito Santo manifestava se
poderosamente, com sinais e prodígios e a manifestação de línguas espirituais como em 
Atos dos Apóstolos. (Pentecostalismo) É um movimento que enfatiza a experiência dos
discípulos de Cristo no Dia de Pentecostes como uma manifestação que não ficou 
restrita ao passado, ou seja, enfatiza a atualidade da doutrina do batismo no Espírito 
Santo e dos dons espirituais”.
O movimento pentecostal da Rua Azuza influenciou Gustaf Daniel Högberg e Adolf 
Gunnar Vingren que vieram ao Brasil, chegando a esta terra em 1910. Em 1906 a 
igreja Missão de Fé Apostólica, localizada na rua Azusa Califórnia, e pastoreada por
Willian Seymour, começou a influenciar todo os Estados Unidos com sua mensagem 
pentecostal, inclusive dois imigrantes suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren. Berg e 
Vingren em 1911 fundaram no Brasil a Missão da Fé Apostólica que mais tarde se 
chamaria Assembleia de Deus e que viria a ser a maior denominação evangélica do 
Brasil.
Foi um período de muitas lutas, pois Vingren e Berg sofreram duras perseguições dos
batistas da época e da igreja católica, pois estes não aceitavam a mensagem pentecostal 
dos missionários suecos, mesmo vendo os sinais e maravilhas que Deus operava e o 
embasamento bíblico de suas mensagens, preferiram combater aquilo que para eles era 
contra seus dogmas.

2 – O Nascimento de um Novo Movimento
1. A pregação do avivamento pentecostal.
A irmã Celina de Albuquerque converteu-se a Cristo na Primeira Igreja 
Batista de Belém onde Celina foi batizada. Em 1910, chegaram os 
pioneiros do Movimento Pentecostal, que começaram a ensinar a doutrina 
do Espírito Santo que traziam em seus corações. Celina se interessou pelo

que eles pregavam e, crendo na verdade, passou a buscar a promessa de 
Jesus Cristo. Celina Albuquerque foi a primeira pessoa, em solo brasileiro, 
a ser batizada com o Espírito Santo. Estava confirmada a verdade pregada 
pelos missionários suecos, que anunciavam um novo batismo.
A mensagem dos missionários suecos dividiu opiniões na época, e a 
denominação a qual a irmã Celina fazia parte se dividiu em dois grupos, os 
que creram na mensagem dos suecos a respeito do Espírito Santo e os que 
não creram.
2. Crescimento e perseguição.
Gunnar Vingren e Daniel Berg nasceram em uma época difícil na história da Suécia. 
Entre 1867 e 1886, quase 450 mil suecos deixaram o país por causa da escassez de 
alimentos e de empregos. A maioria imigrou para o meio oeste dos Estados Unidos.
Embora a situação tivesse melhorado, Daniel viajou para lá em 1902, com 18 anos, e 
Gunnar, no ano seguinte, com 24. Os dois se conheceram em uma igreja sueca em 
Chicago, no ano de 1909, dez anos depois da morte do famoso evangelista Dwight L. 
Moody, que viveu naquela cidade. A essa altura, Gunnar já tinha feito teologia em um 
seminário batista sueco e pastoreava uma igreja em Menominee, em Michigan, e Daniel 
trabalhava em Chicago. Em uma conferência realizada na Primeira Igreja Batista Sueca 
de Chicago, Gunnar passou pela experiência do chamado batismo com o Espírito Santo 
e falou em línguas, (Berg passaria pela experiência do batismo com o Espírito Santo pouco tempo 
depois). A partir daí, começou a pregar a doutrina pentecostal, mas, muitos em sua 
“igreja” não aceitaram a pregação pentecostal, e Vingren, por causa da perseguição, 
teve que mudar de cidade. Vingren recebeu uma profecia da parte de Deus, à respeito de 
seu ministério além-mar. Por inspiração do Espírito Santo, Daniel foi visitar Gunnar e
ali ouviu a mesma profecia, que também foi dirigida a ele. 
Em obediência à orientação recebida, ambos viajaram para Nova York e lá encontraram, 
um navio, que sairia na data indicada pela profecia que receberam; 5 de novembro de 
1910. Por falta de recursos, compraram uma passagem de terceira classe. Duas semanas 
depois, com miseráveis 90 dólares no bolso, desembarcaram em Belém do Pará, sem 
saber uma palavra em português e sem alguém para recebê-los no porto. Assim 
começou a obra das “Assembleias de Deus no Brasil” (embora essa nomenclatura, 
“Assembleia de Deus” passaria a ser oficialmente usada nos EUA apenas 
em 1914 e no Brasil tal nomenclatura passou a ser utilizada apenas em
janeiro de 1918 por sugestão de Vingren, quando ele, Berg e mais alguns 
membros se desligarem da “igreja batista” devido a maioria dos batistas
não aceitar a doutrina pentecostal, passaram a usar o oficialmente essa 
nomenclatura “Assembleia de Deus” em resposta ao fato de, o mesmo 
termo ser usado nos EUA. E, com o passar dos anos, surgiram muitas

“Assembleias de Deus” no Brasil, mas não abordarei este ponto para não 
sair do escopo da lição).
Gunnar Vingren, Daniel Berg e a geração de pastores nacionais que surgiu com eles não 
anunciavam apenas Jesus. Pregavam “a salvação em Jesus e o batismo com o Espírito 
Santo”. Esta era “a mensagem completa do evangelho”. Tal pregação certamente 
encontrava guarida entre os cristãos que, à semelhança dos discípulos de Éfeso, nem 
sequer sabiam da existência do Espírito Santo (Atos 19.2), por culpa da omissão de seus 
pastores.
Por certo período houve muito desgaste emocional e perda de tempo por causa do atrito 
entre as denominações já existentes no Brasil e as chamadas “Assembleias de Deus”. 
Houve atitudes precipitadas, exageros e falta de amor de ambas as partes. O 
encarregado da congregação batista de Belém, na época acolheu os dois suecos no porão 
de sua casa e permitiu a participação deles nos cultos, o que redundou na divisão da 
igreja. Os missionários suecos e os irmãos que creram na sua mensagem sofreram 
muitas perseguições, e as maiores perseguições vieram de chamados “irmãos na fé” (por 
assim dizer).
Nenhuma denominação evangélica experimentou um crescimento tão rápido e tão 
grande como as Assembleias de Deus, presentes hoje em quase 200 países e contando 
com cerca 70 milhões de membros ao redor do mundo.
A “Igreja Assembleia de Deus” (com esta nomenclatura – Assembleia de Deus) foi 
formalmente fundada em abril de 1914 em Hot Springs, cidade localizada em Arkansas, 
EUA, como sendo um resultado da fusão de entre diversos movimentos pentecostais 
que eram influenciados pelo avivamento da rua Azuza n° 312 no centro de Los Angeles 
EUA. Essa nomenclatura (Assembleia de Deus) tinha por objetivo criar uma “unidade” 
em sua identificação.
3. Curas divinas.
Nos escritos do missionário Vingren há vários retalhos de curas divinas, na 
obra realizada no Brasil, um cumprimento da Palavra de Deus; 
E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão 
novas línguas;
pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano 
algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
Marcos 16:17,18

3- A expansão do Avivamento Pentecostal
1. Um modelo centrífugo.
2. Um crescimento acentuado.
O crescimento das “Igrejas pentecostais” ao longo das décadas é sim um 
sinal de que Deus está nesta “obra”. Embora este crescimento numérico 
não seja o único sinal de que Deus aprova esta “obra”, pois o crescimento 
numérico em si não pode ser considerado o único sinal de que Deus aprova 
uma denominação ou trabalho religioso. Pois o catolicismo, islamismo, 
hinduísmo e budismo provam-nos facilmente que, apenas o crescimento de 
uma nomenclatura, religião ou denominação em si não são um sinal em si 
de que tais “trabalhos” sejam aprovados por Deus.
Uma obra religiosa aprovada por Deus precisa estar totalmente pautada na 
Palavra de Deus, sob a orientação do Espírito Santo, e pregar o Evangelho 
com Verdade. Dessa forma, Deus confirma o trabalho com sinais e 
maravilhas, a descrição de Marcos 16. 15-20 nos mostra que uma “obra” 
aprovada por Deus, cresce, para a glória de Deus;
E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão 
novas línguas;
pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano 
algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de 
Deus.
E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e 
confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!
Marcos 16:15-20
Analisando a história das “Assembleias de Deus” no Brasil e no mundo 
constatamos que, este “obra” é aprovada por Deus, pautada na Palavra de 
Deus, pois tal obra se enquadra nos “moldes” da Palavra de Deus, houve ao

longo da história das Assembleias de Deus, muitas lutas, acertos, erros, 
trabalhos duros, mas (de um modo geral) foi, e tem sido, um trabalho 
bastante positivo, para a glória de Deus.

Conclusão:

Antes do Avivamento pentecostal no Brasil, o cenário religioso era 
dominado por um sistema doutrinário que não acreditava nas manifestações 
de dons do Espírito Santo. Isso só mudou a partir da obra realizada por 
Deus que se deu a partir da chegada dos missionários suecos.