Jesus exerce autoridade (Mc 1.39). Então, foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas
deles e expelindo os demônios. Jesus segue para Cafarnaum e, no sábado, põe-se a
ensinar na sinagoga, onde os presentes se maravilham com a autoridade com a qual
expõe sua doutrina, em muito superior à dos escribas (1.21-22). Não tardou para que
aparecesse na sinagoga um homem possesso de espírito imundo. Jesus, mais uma vez
exercendo sua autoridade, repreendeu o mal e libertou o homem (1.23-26). Também a
sogra de Pedro, que se achava acamada com febre, é curada (1.30- 31), seguindo-se o
mesmo com um leproso (1.40-42). Marcos registra que muitos enfermos e
endemoninhados foram levados a Jesus, experimentando a mesma libertação (1.34).
“Todos te buscam” – diz Simão Pedro para Jesus (1.37), que, àquela altura, nem
conseguia mais entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em
lugares afastados (1.45). O alvoroço foi geral. O povo que andava em trevas viu grande luz
(Is 9.2). Por isso, a fama de Jesus correu célere em todas as direções (1.28). O servo de
Deus iniciara sua maravilhosa obra de redenção.
Lição 04: Marcos 5: A Autoridade do Servo | 4° Trimestre De 2022 | EBD – Revista
PECC
ESCOLABIBLICADOMINICAL.ORG COMENTE! REVISTA PECC
EBD Pecc (Programa de Educação Cristã Continuada) | 4° Trimestre De 2022 | Tema:
MARCOS – O Evangelho do Servo Jesus | Escola Bíblica Dominical
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e
mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Marcos 5 há 43 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com todos os presentes,
Marcos 5.21- 43 (5 a 7 min.). A revista funciona como guia de estudo e leitura
complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia. Caro professor(a), nesta lição
reafirmamos a certeza de que a soberania de Jesus sobre toda atividade espiritual é o que
nos liberta do maligno. A cena da libertação de um homem seguida da possessão de uma
vara de porcos nos faz pensar se também nós não estamos cuidando mais do nosso
patrimônio do que da nossa salvação. Que seria de nós sem Jesus? Que poderíamos
fazer por nós mesmos ou por nossas famílias sem Jesus? Jairo e a hemorrágica
encontraram graça quando confessaram que Cristo era sua única esperança. Precisamos
aprender a nos esvaziar de nós mesmos para vermos as maravilhas de Jesus se
manifestarem na nossa vida pessoal e na vida coletiva da Igreja.
OBJETIVOS
Compreender que a fé exige renúncia a si mesmo.
Confessar fé exclusiva em Jesus Cristo.
Testemunhar o poder de Jesus sobre a morte.
PARA COMEÇAR A AULA
Professor, leve seus alunos a examinarem seus corações. Se o centro da sua adoração é
o seu sofrimento ou o sofrimento do seu ente querido, então você está cultuando a si
mesmo ou a outra pessoa. Se nada acontece é porque nenhum de nós tem poder.
Somente quando o homem confessa sua impotência é que o caminho fica livre para Jesus
manifestar Sua glória. Jairo e a mulher hemorrágica depositaram fé incondicional em
Jesus. Temos examinado nossos corações?
LEITURA ADICIONAL
“Você acha estranho que, ao chegar à casa de Jairo, Jesus tenha dito que a menina
estava apenas dormindo? Os relatos paralelos dos Evangelhos de Mateus e Lucas deixam
claro que Jesus compreendia que ela estava morta. Ela não estava apenas morta; ela
estava inteiramente morta. Então, por que Jesus fala que ela estava dormindo? A resposta
está naquilo que Jesus faz em seguida. Lembre-se, Jesus senta-se ao lado da menina,
toma a mão dela e lhe diz duas palavras. A primeira é Talita. Literalmente, significa
menina, mas isso não capta o sentido do que ele estava dizendo. Ele estava usando um
diminutivo, uma forma carinhosa de se referir à menina. Uma vez que é um diminutivo que
uma mãe usaria em relação à sua filha, é provável que a melhor tradução para essa
palavra seja ‘meu amorzinho
A segunda palavra que Jesus diz é cumi, que significa ‘levanta’. Não significa ‘ressuscita’;
significa somente se ‘levantar’. Jesus está fazendo exatamente o que os pais dessa
menina fariam em uma ensolarada manhã de domingo. Ele senta, segura a mão da
menina e diz: ‘Meu amorzinho, é hora de levantar’. E ela se levanta. Jesus está
enfrentando a morte, o inimigo mais implacável e inexorável da raça humana, e o poder
dele é tão grande que ele segura essa menina pela mão e gentilmente a traz para o
mundo dos vivos. (…) as palavras e os atos de Jesus não são somente poderosos; são
também repletos de amor”. Livro: A cruz do Rei (KELLER, Timothy. Tradução de Marisa
Lopes. São Paulo: Vida Nova, 2012, p. 88).
TEXTO ÁUREO
“E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.” Mc 5.34
LEITURA BIBLICA PARA ESTUDO
Marcos 5.21-43
VERDADE PRÁTICA
Jesus triunfa frente a qualquer inimigo. Mesmo a morte não tem poder para detê-lo.
INTRODUÇÃO
I- AUTORIDADE SOBRE OS DEMÔNIOS Mc 5.1-20
1– A ação de Satanás Mc 5.5
2– A ação da sociedade Mc 5.3
3– A ação de Jesus Mc 5.19
II- AUTORIDADE SOBRE AS DOENÇAS Mc 5.21-34
1– A condição da mulher Mc 5.26
2– A fé da mulher Mc 5.28
3– A cura da mulher Mc 5.29
III- AUTORIDADE SOBRE A MORTE Mc 5.35-43
1- Contraste entre situações Mc 5.24
2– Continue crendo Mc 5.36
3– A força do amor Mc 5.41
APLICAÇÃO PESSOAL
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda – Marcos 5.8
Terça – Marcos 5.14
Quarta – Marcos 5.20
Quinta – Marcos 5.23
Sexta – Marcos 5.30
Sábado – Marcos 5.34
Hinos da Harpa: 116 – 65
INTRODUÇÃO
Jesus já havia demonstrado sua autoridade sobre a natureza (Mc 4.35-41). Agora, na
sequência, Marcos aprofunda o assunto, registrando a eficácia da autoridade do Servo de
Deus sobre demônios, doenças e, por fim, sobre a própria morte.
I- AUTORIDADE SOBRE OS DEMÔNIOS (Mc 5.1-20)
Nessa cena, Warren Wiersbe vê três forças diferentes em ação: Satanás, a sociedade e jesus
1- A ação de Satanás (Mc 5.5) Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os
sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras.
Após vencer uma terrível tempestade ao longo da travessia (Mc 4.35-41), Jesus chega ao
lado leste do mar da Galileia, terra de gentios. Mas a oposição satânica é impiedosa: outra
“tempestade” o aguarda. Desta feita, a fúria advirá de uma multidão de demônios. De fato,
Marcos relata com detalhes o horripilante resultado da ação do mal na vida humana:
alijado de sua família e da sociedade, totalmente desprovido de dignidade, aquele homem
vivia como uma besta fera enlouquecida: perambulava dia e noite pelos sepulcros e
montes, ferindo- -se com pedras e emitindo gritos infernais (v. 3-5). O propósito do diabo
será sempre roubar, matar e destruir (Jo 10.10), ou seja, implantar em nossas vidas caos,
dor, tristeza e indignidade.
2- A ação da sociedade (Mc 5.3) O qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias
alguém podia prendê-lo.
Tudo o que a sociedade poderia fazer por aquele homem possesso de demônios foi feito,
mas sem resultados. As diversas tentativas de controlá-lo foram todas frustradas. Sua
força era descomunal, espalhando terror e medo, de maneira que ninguém podia subjugá-
lo (v. 3-5). Cadeias e grilhões eram-lhe como fios de algodão: despedaçavam-se com
facilidade. A única opção foi abandoná-lo em sua triste condição degradante. A Força
humana não tem poder para libertar almas aprisionadas por Satanás. Aqui, qualquer
esforço, ainda que movido pela melhor das intenções, tocará apenas o superficial. Nesse
campo, ouro e prata nada podem fazer. Somente Jesus é capaz de libertar o oprimido e
tratar a verdadeira fonte do problema humano (At 3.6; Jo 8.36).
3- A ação de Jesus (Mc 5.19) Jesus, porém, não lhe permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para
tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de
ti.
A simples presença de Jesus anula toda a agressividade do possesso: ao invés de
violência, rendição (v. 6-7). A inegável verdade, infelizmente recusada por muitos ainda
hoje, é objeto de pública confissão até entre os espíritos imundos (Tg 2.19). Jesus
aproveita o momento para fazer revelações profundas. “Qual é o teu nome?” A resposta é
surpreendente: “Legião é o meu nome, porque somos muitos” (v. 8). Ora, legião designava
a maior unidade de tropas do exército romano: cerca de seis mil soldados. Tratava-se da
mais poderosa e destrutiva arma de guerra da antiguidade. O diabo age sem dó nem
piedade e, se puder, com o máximo de sua força (Mt 12.45).
O curioso atendimento ao pedido dos espíritos impuros — de serem transferidos a uma
manada de porcos — objetiva ofertar -nos mais uma importante revelação: não apenas o
interior do homem possesso estava em desordem, mas também o coração de toda aquela
comunidade. Afinal, mesmo diante da libertação miraculosa do outrora possesso, então
visto em perfeito juízo e sentado aos pés de Jesus (v. 15), a população deu mais atenção
para o prejuízo econômico advindo da perda dos animais que para a glória de Deus (v.
17). Inversão de valores também é sinal de desordem espiritual (Mt 6.33). Apesar da forte
resistência maligna, Jesus não mediu esforços para chegar até aquela terra, quebrar o
poder do inimigo e ali implantar um missionário (v. 19-20; Lc 8.39).
II- AUTORIDADE SOBRE AS DOENÇAS (Mc 5.21-34)
1- A condição da mulher (Mc 5.26) E muito padecera à mão de vários médicos, tendo
despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário,
indo a pior.
Outro cenário caótico irá testar a autoridade de Jesus. Agora, o Senhor é procurado por
uma pessoa culturalmente desvalorizada (mulher), fisicamente debilitada (doente),
economicamente arrasada (falida), emocionalmente frágil (frustrada), espiritualmente
desfavorecida (impura) e socialmente rejeitada (abandonada). Foram doze anos de uma
terrível hemorragia, cujo tratamento arruinou suas finanças e destruiu sua autoestima,
agravando ainda mais sua situação (v. 25-26). A problemática com o sangue lhe impôs
também o afastamento de sua família e comunidade, porque considerada impura segundo
a Lei Mosaica (Lv 15.25-27). Deplorável situação a dessa mulher: sequer seu nome é
revelado
2- A fé da mulher (Mc 5.28) Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada.
Nada obstante a tragédia que vivia, essa mulher possuía algo especial: fé em Jesus (v.
27). Porém, para conquistar sua bênção, ela deveria romper a enorme multidão e
conquistar a atenção de Jesus, que, na ocasião, estava inteiramente compromissado com
a cura da filha de um homem influente da região (v. 22-24). Ora, em si, essa já era uma
missão impossível, especialmente quando atentamos para a dificuldade de sua execução,
que implicava grande esforço físico (apesar da debilidade decorrente da hemorragia),
disposição psicológica elogiável (apesar do histórico de frustrações de tentativas de cura)
e uma coragem diferenciada (além de tocar no próprio Jesus, inevitavelmente também
tocaria nas pessoas da multidão). A solução? Simples e audaciosa: em um último e
desesperado esforço físico emocional, a ideia era assumir todos os riscos, invadir a
multidão, ganhar espaço pouco a pouco e, por trás, discretamente, apenas tocar nas
vestes de Jesus (v. 28).
3- A cura da mulher (Mc 5.29) E logo se lhe estancou a hemorragia e sentiu no corpo estar
curada de seu flagelo.
Contrariando a todas as expectativas, a mulher do fluxo de sangue consegue cumprir à
risca o seu plano e, ao tocar nas vestes de Jesus, recebe cura imediata (v. 29). Há um
nítido contraste entre o poder de cura dos médicos que se debruçaram atentamente sobre
o seu caso (sabedoria humana – v. 26) e o poder de Jesus, involuntariamente acionado.
Expectativas religiosas de então também caem por terra: ao invés do toque
da mulher transmitir impureza a Jesus, um incrível poder curativo foi transmitido de Jesus
para ela. “Quem me tocou nas vestes?” (v. 30). Impressiona a sensibilidade de Jesus: ora,
em meio à caminhada, inúmeras pessoas o comprimiam (v. 24).
Todavia, ainda assim é capaz de perceber os que lhe tocam diferente, porque movidos por
espírito quebrantado e coração contrito (Sl 51.17). Mas a cura física foi só o início de um
processo mais profundo: aquela mulher – outrora doente, frustrada, abandonada e
desvalorizada – libertou-se de seu mal, ganhou um testemunho poderoso, desenvolveu
uma fé preciosa e ainda foi explicitamente acolhida na família de Deus (v. 34). Cura
completa: física, emocional, social e espiritual.
III- AUTORIDADE SOBRE A MORTE (Mc 5.35-43)
1- Contraste entre situações (Mc 5.24) Jesus foi com ele.
Contrastes dramáticos marcam Jairo e a mulher do fluxo de sangue. Ao contrário desta,
Jairo detém grande prestígio social e religioso, com acesso direto a Jesus (v. 22).
Ademais, ao invés dos doze anos de tristeza da mulher com hemorragia, Jairo vivenciara
doze anos de alegria com sua filhinha, cuja vida agora estava por um fio por conta de uma
terrível doença (v. 23 e 42). Não bastasse, Jesus acatou suas súplicas públicas e aceitou ir
até sua casa para curar a criança (v. 23-24), ao passo que a mulher anelou apenas um
discreto toque na roupa do Servo. Todavia, apesar dessas vantagens pessoais e
circunstanciais, Jairo precisou gerir com paciência suas emoções: enquanto sua filha
sucumbia, ele teve de assistir a todo o profundo processo de cura da mulher anônima. O
propósito? Jairo buscava simples cura, mas Jesus preparava algo maior: ressurreição. Era
a vez da morte se sujeitar à sua autoridade.
2- Continue crendo (Mc 5.36) Mas Jesus, sem acudir a tais palavras, disse ao chefe da
sinagoga: Não temas, crê somente.
Jairo seria testado em sua fé com mais um doloroso conjunto de contrastes. De saída, à
alegria pela cura da mulher com hemorragia se seguiu a tristeza pela notícia da morte de
sua filha (v. 35). O tempo havia se esgotado… Jesus foi negligente? Sua autoridade havia
encontrado limites? O Servo de Deus não perde tempo: olha nos olhos de Jairo e declara,
com firmeza: “Não temas, crê somente” (v. 36). Ou seja: “Estou no controle de tudo, Jairo.
Permaneça firme na sua fé. Confie em mim!”. Verdadeiramente, somos chamados a viver
pela fé. Retoma-se a marcha rumo à sua casa. Porém, quanto mais próximo do destino,
mais evidente fica que sua filha estava mesmo morta: desespero e pranto era tudo o que
se via (v. 38). Mas, de novo, Jesus ousa contrariar todos e, pacientemente, insiste: “A
criança apenas dorme” (v. 39). Os presentes debocham (v. 40).
3- A força do amor (Mc 5.41) Tomando-a pela mão, disse: Talitá cumi!, que quer dizer:
Menina, eu te mando, levanta-te!
Jesus mantém no local apenas aqueles movidos por amor incondicional: os pais da
criança e aqueles que abandonaram tudo para o acompanhar (v. 40). O Servo enfim entra
no cômodo onde estava a menina. O embate atinge seu ápice: vida e morte estão frente a
frente. Quem será o mais forte? Esperava-se talvez um estrondoso embate cósmico.
Gritos? Relâmpagos? Terra tremendo? Nada disso. Para vencer o último inimigo (1Co
15.26), Jesus se vale apenas da sutileza do Seu amor e poder. Tomando-lhe pela mão,
calmamente diz à criança: “Menina, levanta-te!” (v. 41). Imediatamente, a menina se
levantou e pôs-se a andar (v. 42). Eis a arma com que Jesus vence a morte: a força do
Seu eterno amor e soberano poder. O capítulo 5 de Marcos aponta para o triunfo da fé em
Jesus e a consequente subjugação do diabo, das doenças e mesmo da morte.
APLICAÇÃO PESSOAL
Devemos ser corajosos e abundantes na obra do Senhor. A plena autoridade de Jesus nos
céus e na terra é garantia de vitória para todo aquele que Nele confia.
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generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão
também”. Lucas 6:38
RESPONDA
1) Segundo a lição, quantos soldados havia em uma legião (maior unidade de tropas
do exército romano)? R. Cerca de seis mil soldados
2) Por quantos anos já perdurava a doença da mulher do fluxo de sangue? R. 12 anos
(Mc 5.25)
3) Segundo a lição, qual arma Jesus usou para vencer a morte? R. A força do amor
_____________________________________________________
REVISTA BETEL 1 TRIMESTRE DE 2023 NA ÍNTEGRA
Lição 6, Betel, A Autoridade do Servo
TEXTO ÁUREO
E sentiram um grande temor a diziam uns aos outros: Mas quem é este que até o vento e
o mar lhe obedecem?" Marcos 4.41
VERDADE APLICADA
A revelação acerca da autoridade de JESUS CRISTO registrada nos Evangelhos deve
produzir em nós confiança e impulsionar-nos no cumprimento da missão evangelizadora.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Evidenciar as manifestações da autoridade do Servo.
- Expor a autoridade demonstrada pelo Servo.
- Apresentar a abrangência da autoridade do Servo.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - MARCOS 4 35-40
35. E, naquele dia, sendo tarde, disse-lhes: Passemos para a outra banda. 36. E eles,
deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; a havia também
com ele outros barquinhos. 37. E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as
ondas por cima do barco, de maneira que se enchia. 38. E ele estava na popa dormindo
sobre uma almofada; a despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que
pereçamos? 39. E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquietate. E o vento se aquietou, e houve grande bonança. 40. E disse-lhes: Por que sois tão
tímidos? Ainda não tendes fé?
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA Mt 9.6 O Servo tem autoridade para perdoar pecados.
TERÇA Mt 28.18 Nenhuma autoridade está acima do Servo.
QUARTA Mc 1.34 O Servo tem autoridade para curar enfermidades.
QUINTA Lc 4.36 O Servo tem toda a autoridade.
SEXTA Lc 10.19 O Servo é a fonte de autoridade.
SÁBADO Jo 17.2 A autoridade do Servo e inquestionável.
HINOS SUGERIDOS - 154, 282, 491
MOTIVO DE ORAÇÃO - Ore para que possamos exercer a autoridade que vem do alto.
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. Autoridade sobre a natureza
1-1- Autoridade sobre a tempestade.
1-2- Autoridade sobre o vento.
1-3- Autoridade sobre as árvores.
2- Autoridade sobre os demônios.
2-1- Uma autoridade reconhecida até pelos demônios.
2-2- Uma autoridade inquestionável.
2-3- JESUS concede o poder de expulsar os demônios.
3- Autoridade sobre as enfermidades.
3-1- Autoridade sobre todas as doenças.
3-2- O legado da autoridade de JESUS sobre as enfermidades.
3-3- Autoridade para levar esperança a muitos.
INTRODUÇÃO
Vamos prosseguir no estudo acerca de JESUS CRISTO, a partir do evangelho de Marcos,
focando um aspecto que faz a diferença: a autoridade de JESUS. Veremos seu
significado, sua demonstração e seus efeitos na vida dos discípulos do Senhor.
1- Autoridade sobre a natureza.
Podemos aprender com JESUS que a autoridade e o direito e o poder de dar ordem e se
fazer obedecer. Em geral, esta alusão se faz as pessoas que administram ou que
desempenham alguma liderança. Neste sentido, a presente lição objetiva demonstrar que
JESUS CRISTO possuía autoridade não apenas diante dos demônios como também sobre
a natureza a as enfermidades: "É-me dado todo o poder no céu e na terra" [Mt 28.18].
1-1- Autoridade sobre a tempestade.
Esse milagre constrói uma abordagem motivadora revelando-nos de forma admirável a
divindade de JESUS. Podemos ver que, ao demonstrar Sua autoridade sobre a
tempestade, JESUS se revelou como o verdadeiro Filho de DEUS, cujo poder se estende
sobre todas as coisas. Nesta passagem - Marcos 4.35-41 - repousa a certeza de que
exclusivamente Aquele, através do qual todo o Universo foi criado, é capaz de ter o total
controle sobre as leis da natureza. Lemos no evangelho de Marcos que, ao ser acordado
pelos discípulos, JESUS se ergueu e repreendeu o vento e ordenou que o mar se
aquietasse [Mc 4.39]. Assim, notamos perceptivelmente no texto que sob a autoridade de
JESUS na mesma hora o vento cessou, a tempestade acalmou e as águas do mar ficaramabsolutamente tranquilas.
SUBSÍDIO 1-1
Dewey M. Mulholland (Marcos: introdução e comentário, Vida Nova, 1999, p. 91) escreve
sobre Marcos 4.41: "Num misto de maravilha e assombro, os discípulos perguntam-se:
"Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?" Seu medo e a falta de fé vem à
tona por um único motivo: eles não sabem quem é JESUS. (...) DEUS interviera em suas
vidas; Ele os salvara. E, de um modo peculiar, tudo estava relacionado a JESUS. JESUS
fez aquilo que somente DEUS pode fazer. Marcos pretende que este e outros milagres na
natureza sejam entendidos, primeiramente, como a substanciação da autoridade divina de
JESUS".
1-2- Autoridade sobre o vento.
Após ter compaixão da multidão [Mc 6.34] e alimentar quase cinco mil homens [Mc 6.44],
Marcos registra que JESUS pediu que seus discípulos subissem no barco e fossem para o
outro lado enquanto Ele despedia a multidão [Mc 6.45]. Após despedir-se da multidão,
JESUS foi a um monte para orar. Quando sobreveio a tarde, o barco estava no meio do
lago, e JESUS estava em terra, sozinho. E vendo que os discípulos estavam remando com
dificuldade porque o vento soprava contrário, JESUS foi até lá, andando em cima da água,
e ia passar adiante deles. Ao avistarem JESUS andando em cima da água, os discípulos
pensaram que ele era um fantasma e começaram a gritar. Entretanto, logo JESUS falou
com eles, dizendo: "Tende bom ânimo; sou eu; não temais" [Mc 6.50]. Marcos relata que
JESUS uma vez mais demonstra Sua autoridade sobre a natureza, pois, ao subir no barco
com eles, o vento se acalmou.
SUBSÍDIO 1-2
Comentário Moody: "Tempestade de vento não era coisa incomum na Galileia. O lago
fica a 224m abaixo do nível do mar e está cercado de colinas. Quando o ar nas elevações
resfria ao fim do dia, ele desce pelos declives das montanhas até o lago e o agita
violentamente. As ondas revoltas batiam no barco aberto. De modo que estava em perigo
de afundar. A tempestade devia ser fora do comum para amedrontar pescadores
experimentados que conheciam todos os aspectos do lago. JESUS tinha autoridade sobre
as forças da natureza.
Se a tempestade passasse naturalmente, a calmaria não teria seguido instantaneamente"
1-3- Autoridade sobre as árvores.
No evangelho de Marcos, dentre os seus muitos escritos, encontra-se o momento em que
JESUS amaldiçoou uma figueira [Mc 11.12-26]. O que devemos nos atentar é que JESUS
usa a figueira para demonstrar Sua autoridade sobre a natureza. Marcos expõe que o
Servo após Sua entrada triunfal em Jerusalém teve fome e, ao enxergar de certa distância
uma figueira coberta de folhagens, Ele aproxima-se desta figueira para ver se encontraria
algum figo e se alimentar, entretanto encontra somente folhas. Nesta hora recorrendo Sua
autoridade JESUS diz para a figueira que nunca mais comeriam fruto daquela árvore.
Conforme acentua Marcos em seu evangelho, no dia seguinte, de manhã cedo, JESUS e
os discípulos passaram perto da figueira e viram que ela estava seca desde a raiz [Mc11.20].
SUSÍDIO1-3
Bispo Samuel Ferreira: "Qualquer pessoa que olhasse para JESUS de Nazaré o veria
como um homem comum, porém havia algo de especial nEle que lhe conferia autoridade.
Esta autoridade estava a serviço de DEUS e das pessoas. Era através dessa autoridade
que o Senhor JESUS fazia coisas extraordinárias:
2- Autoridade sobre os demônios.
Não há nada mais prazeroso do que a observação leve e aguçada de Marcos em querer
nos mostrar que JESUS tem toda a autoridade sobre os demônios. O que devemos nos
atentar é que JESUS escolheu doze discípulos e os designou com a mesma autoridade
para pregar e expulsar os demônios [Mc 3.14-15].
2-1- Uma autoridade reconhecida até pelos demônios.
Percebe-se pelas páginas do evangelho de Marcos que JESUS demonstra possuir
autoridade total sobre os demônios. Marcos narra que JESUS, ao chegar à província dos
gadarenos, lhe saiu ao encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, que nem
com cadeias o podia alguém prender [Mc 5.2-5]. O homem possuído pelos demônios viu
JESUS ao longe e correndo adorou-o [Mc 5.6]. Nesta hora reconhecendo a autoridade do
Filho de DEUS, os demônios rogaram-lhe para que os não enviassem para fora daquela
província [Mc 5.10]. Marcos nesta hora relata que andava ali pastando no monte uma
grande manada de porcos. E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos
para aqueles porcos, para que entremos neles. E JESUS logo lho permitiu [Mc 5.11-13].
SUBSÍDIO 2-1
Bispo Samuel Ferreira: "Somente JESUS CRISTO tem "todo o poder" ("eksousia").
Nenhuma autoridade está acima dEle. Contudo, para desfrutar da ação redentora
proveniente desta autoridade é preciso crer e submeter-se ao senhorio de CRISTO. O
exercício da autoridade de JESUS era limitado pela incredulidade da sua audiência. Nem
todas as pessoas reconheciam e, portanto, não experimentavam a autoridade de JESUS.
Vede os habitantes de Nazaré [Mt 13.54-58]. Infelizmente, ainda hoje, nem todos
reconhecem a autoridade de JESUS."
2-2- Uma autoridade inquestionável.
Uma vez mais JESUS demonstra Sua autoridade ao libertar um jovem lunático das garras
dos demônios [Mc 9.17-27]. É bom que se diga que o incidente da cura do jovem lunático
ocorre após JESUS e os discípulos descerem do monte onde ocorreu a transfiguração.
Refugiando-se na narrativa do texto do evangelho de Marcos, podemos dizer que o
espírito maligno que tomava conta daquele jovem atuava de duas maneiras distintas para
que aquele jovem não recebesse a sua cura: a primeira ação dos demônios foi deixá-lo
mudo, pois desse modo ele não tinha como rogar por aquela cura. E a outra maneira de
atuação de Satanás foi deixá-lo surdo [Mc 9.25], pois assim o jovem não poderia ser
alcançado pela Palavra, que liberta o homem das garras do diabo. Contudo, vemos que opai do jovem o leva até JESUS, que, usando Sua autoridade, liberta aquele jovem dos
demônios que o assolavam.
SUBSÍDIO 2-2
O que precisamos ter em mente que ainda hoje os demônios atuam de igual modo,
fazendo com que as pessoas fiquem adoentadas como mudas e surdas para ele poder
dominar as suas vidas.
2-3- JESUS concede o poder de expulsar os demônios.
É notório nas páginas do Novo Testamento que o Senhor JESUS não somente tem poder
sobre os demônios, como também concede aos Seus discípulos o poder para expulsar os
demônios [Mc 3.15; 16.17]. Pois Nosso Senhor bem sabe que ainda há atividade
demoníaca no mundo e pessoas que precisam ser libertas de espíritos maus. Contudo, e
importante destacar que a autoridade colocada à disposição dos discípulos de CRISTO
"nunca se torna posse deles; permanece sempre autoridade delegada. Ser escolhido por
DEUS nunca será motivo de vangloriar-se ou reivindicar privilégios; um chamado para o
serviço [Mc 9.35]" (Dewey M. Mulholland - Marcos: introdução e comentário, Vida Nova,
1999, p. 70).
SUBSÍDIO 2-3
Bíblia de Estudo Pentecostal, p. 1467, sobre "O CRENTE E OS DEMÔNIOS": "JESUS
prometeu aos genuínos crentes autoridade sobre o poder de Satanás e das suas hostes.
Ao nos depararmos com eles, devemos aniquilar o poder que querem exercer sobre nós e
sobre outras pessoas, confrontando-os sem trégua pelo poder do ESPÍRITO SANTO (ver
Lucas 4.14-19)." Vide: Atos 5.16; 16.18.
3- Autoridade sobre as enfermidades.
Contemplamos no evangelho de Marcos JESUS enviando Seus discípulos para apregoar o
Evangelho e anunciar o Reino de DEUS. Se bem observado, ao mesmo tempo em que o
Senhor os envia, também lhes concede a autoridade para pôr as mãos sobre os enfermos
e os curar [Mc 16.18].
3-1- Autoridade sobre todas as doenças.
O evangelho de Marcos a essencial para a abrangência do estudo sobre a autoridade de
JESUS. Conforme observado nas Santas Escrituras, durante o Seu ministério terreno
JESUS curou muitos doentes, exceto em Nazaré onde curou alguns poucos enfermos pela
incredulidade do povo [Mc 6.5]. É significativo notar que todos os quatro evangelistas
destacam esta autoridade de JESUS sobre as enfermidades. A partir do que se pode ler
no evangelho de Marcos, JESUS curou toda sorte de doenças e enfermidades [Mc 1.34].
Podemos ver neste evangelho que Ele mostrou Sua autoridade de cura desde uma
simples febre [Mc 1.29-31], a uma ressurreição, como no caso da filha de Jairo [Mc 5.35-43].
SUBSÍDIO 3-1
Bispo Samuel Ferreira: "Os espíritos imundos atuam com diferentes especialidades. Os
demônios fazem parte de hostes infernais especializadas em todo tipo de maldade.
Lucas, o médico amado, não explora profundamente o assunto, mas aponta os demônios
como agente da tentação, causadores de discórdias e de enfermidades [Lc 11.14-
26;13.10-16] "
3-2- O legado da autoridade de JESUS sobre as enfermidades.
Temos visto que a ação de curar está presente desde o início do ministério de JESUS.
Vemos em Marcos 1.21-39, um verdadeiro resumo do ministério de JESUS: ensino, cura,
pregação e expulsão de demônios. Na sinagoga em Nazaré, JESUS lê a profecia de Isaias
a diz que se cumpriu nEle: ungido e enviado para evangelizar e curar [Lc 4.17-21]. E assim
foi no início da Igreja nos registros em Atos 3, que descreve a cura de um coxo e a
pregação de Pedro, atestando que o Senhor continua curando. O Senhor JESUS é o
mesmo — Hebreus 13.8. Assim, continua Sua obra na Igreja e por meio dela, incluindo a
cura.
SUBSÍDIO 3-2
Vernon Purdy (Teologia Sistemática: uma perspective pentecostal, 1997, p. 501-533)
escreveu sobre a Cura Divina:
"Há pelo menos quatro razões para crermos que DEUS continua curando hoje em dia:
1) A cura divina encontra-se na Bíblia;
2) Está incluída na obra expiatória de CRISTO;
3) O Evangelho inteiro é para a pessoa inteira;
4) Crença de que a salvação deve ser entendida, em última análise, como a restauração
do mundo caído.”
3-3- Autoridade para levar esperança a muitos.
Marcos registra uma série de milagres realizados por JESUS. Este evangelho possui
extraordinários milagres narrados como exemplos do poder de JESUS CRISTO. Myer
Pearlman (Mateus - O Evangelho do Grande Rei, 1995, p. 51): "Ao curar, JESUS
realmente sentia o fardo dos doentes. Assim, preencheu a lei da verdadeira ajuda: o
colocar-se sob o fardo de quem se quer ajudar [G1 6.2]. Saiu dEle poder quando uma
mulher tocou nas suas vestes, procurando cura [Mc 5.30]; suspirou quando orou por umsurdo e mudo [Mc 7.34]; emocionou-se junto ao tumulo de Lazaro [Jo 11.35, 38].”
SUBSÍDIO 3-3
O nome de JESUS é o nome que está acima de todos os nomes! Não há dúvidas de que a
maior prova que JESUS está acima de qualquer enfermidade está na autoridade do Seu
nome: "Enquanto estendes a mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo
nome do teu santo Filho JESUS." [At 4.30]. Através do nome de JESUS os demônios são
expulsos, as pessoas são curadas e vidas são transformadas. Tudo isso na autoridade do
nome de JESUS.
CONCLUSÃO
Tendo estudado sobre a verdade de que Nosso Senhor JESUS possui toda a autoridade,
demonstrada por Ele ao lidar com a natureza, os demônios a as enfermidades, devemos
procurar estar cada vez mais firmes em CRISTO e, no poder do ESPÍRITO SANTO, nos
empenharmos no anúncio do Evangelho completo para a pessoa inteira (espiritual,
emocional e física).
Acesso em 26 jan. 2023
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