O Avivamento no Novo Testamento
INTRODUÇÃO
Houve muitos avivamentos no Antigo Testamento ou na antiga aliança. Todos eles, porém, tiveram, por assim dizer, um tempo de validade. Uns duraram mais, e outros, menos.
Na lição anterior, vimos um panorama dos momentos em que o Senhor Deus visitou o seu povo de forma extraordinária; sempre em resposta ao clamor do povo, tendo à frente um líder espiritual, um profeta, ou um rei, como foi no caso de Davi, Asa, Josafá, Josias e outros.
1– O AVIVAMENTO NOS EVANGELHOS
O avivamento no Novo Testamento começa com Jesus, e tem continuidade através de homens e mulheres não unção do Espírito Santo.
A sua mensagem ultrapassa os tempos e a história e é projetado para todos os séculos.
A mensagem de Cristo não foi para um período determinado, em resposta a uma situação particular de um povo. A sua mensagem é a revelação de Deus para toda a humanidade:
Jo 3:16-17 na (ARC) diz: 16 - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 - Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
1. O avivamento em João. Evangelhos Sinóticos, são aqueles que narram a vida e ministério de Jesus Cristo sob o mesmo ponto de vista.
O termo sinótico significa “visão conjunta”. Assim, os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são os chamados Evangelhos Sinóticos.
Considerando que avivamento pode ser definido também como renovação espiritual,
Todas as vezes que existe um retorno ao relacionamento com Deus, mesmo no caso de pecadores que aceitam Jesus, pois um dia o homem perdeu esse relacionamento por causa do pecado, tudo isso é tratado nesse trimestre como avivamento.
Devemos lembrar que na história da mulher samaritana muitos da cidade aceitaram Jesus por causa do que começou por ela.
Quem diria! Um avivamento aconteceu entre um povo que tinha inimizades com os judeus, através de um judeu que também é o Filho de Deus.
2. O avivamento em Mateus.
O grande “mistério” dessa revelação foi que Jesus não veio ao mundo com pompas, nem com poder de um rei à frente de um poderoso exército humano.
Ele veio como Filho do Homem, nascido pobre, num berço humilde, como um servo humilde, sofredor.
Os judeus jamais entenderam essa condição, e a maior parte do mundo nunca a absorveu.
Quem diria que o homem sem aparência e formosura, era aquele que veio para trazer vida e renovação espiritual para o seu povo.
Encontramos um verdadeiro avivamento espiritual no Evangelho de Mateus através das obras realizadas por Jesus.
Mt 4:13-17 na (ARC) diz: 13 - E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali, 14 - para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz: 15 - A terra de Zebulom e a terra de Naftali, junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia das nações, 16 - o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou. 17 - Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.
3. O avivamento em Marcos. Como o servo vencedor sobre as enfermidades, ele apresenta Jesus curando leprosos (1.40-45),
Paralíticos (9 2.1-12),
Cegos (8.22-26; 10.46-52),
Deficientes (3.1-12),
Com hemorragia crônica (5.21-34)
E outras diversas doenças (Mc 1.40; 7.31-35).
Também mostra Jesus como o vencedor sobre os demônios.
Ele libertou o endemoninhado de Cafarnaum (1.21-28),
O endemoninhado gadareno (5.1-20),
A filha da mulher cananeia (7.24-30)
E um jovem lunático de uma casta de demônios (9.14-29).
Jesus também tem poder sobre as forças da natureza.
Ele acalmou uma grande tempestade (4.35-41),
Andou sobre o mar e acalmou outra tempestade (6.45-51),
Multiplicou pães e peixes, alimentando cerca de cinco mil homens, além das mulheres e crianças (6.30-44; cf. Mt 14.21)
E outra vez multiplicou pães e peixes para quatro mil pessoas.
E Jesus é vencedor sobre a morte, pois ressuscitou a filha de Jairo (Mc 5.35-43).
Segundo aspecto, Depois de só ter feito o bem, operando milagres, sinais e maravilhas entre o povo, Jesus despertou a inveja e a maldade dos homens, principalmente dos líderes judaicos, dos sacerdotes.
4. O avivamento em Lucas. Enquanto Marcos começa a sua narrativa com os milagres de Jesus, e João inicia abordando a divindade dEle, Lucas, tem o interesse e o cuidado de buscar informações e detalhes de aspectos bem humanos de Jesus.
O evangelho de Lucas mostra Jesus como o grande salvador Todo-poderoso.
Ele revela aos seus seguidores que haveria de pregar o evangelho, mas que haveria de sofrer e morrer para ser o grande vencedor (9.22).
Certamente, a mensagem de Jesus, proferida na casa de Zaqueu, o publicano, pode resumir a sua grande missão ao fazer-se homem e habitar entre os homens: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (19.10).
A mensagem de Cristo é a mensagem do maior e mais poderoso avivamento que haveria de chegar para a humanidade.
Não é teoria, nem filosofia, nem mesmo sabedoria humana.
É salvação, cura, libertação, transformação de vidas — é comunhão com Deus.
É o maior avivamento da história! Infelizmente, a maioria das pessoas não tem esse entendimento.
Por isso devemos experimentar o avivamento para podermos proclamar com mais ousadia o Evangelho que transforma vidas.
II – O AVIVAMENTO NOS ATOS DOS APÓSTOLOS
A igreja precisava cumprir a ordenança de Jesus e por isso buscou o revestimento de poder e vemos no livro de Atos um avivamento que vai se espalhando.
At 1:8 na (ARC) diz: Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.
1. O avivamento na Igreja Primitiva.
Os apóstolos já eram salvos desde que creram em Jesus e tornaram-se os seus seguidores fiéis, exceto o que o traiu.
Poderiam ter continuado a evangelizar de imediato após a volta de Jesus aos céus, mas faltava-lhes algo de maior importância: o batismo no Espírito Santo, bênção de poder do alto, distinta da conversão: “[...] mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias”.
O verbo ser está no futuro do presente: “sereis batizados”. Eles eram nascidos de novo, mas precisavam de poder para evangelizar após Jesus ausentar-se deles para os céus.
Infelizmente em muitos cristãos perderam o propósito do porquê foram batizados com o Espírito Santo.
É preciso ser ensinado que o Batismo com o Espírito Santo é um revestimento de poder que está voltado a cumprimento da missão da Igreja.
É verdade que falar em línguas edifica quem fala, mas esse não é o objetivo principal do Batismo com Espírito Santo.
Muitos de nós pentecostais de forma errada acusam os não pentecostais de serem frios, alguns deles também fazem outros tipos de acusações contra nós, porém, se somos batizados com Espírito Santo, onde está o anseio em cumprir a missão de anunciar o Evangelho?
Precisamos priorizar o que Jesus priorizou e nos mandou fazer o mesmo.
Mt 28:19-20 na (ARC) diz: 19 - Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 - ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!
2. A descida do Espírito Santo. É claro que a intensão aqui não é afirmar que aqueles quem não são batizados com Espírito Santo não podem cumprir o ide de Jesus.
Entendemos que eles podem e devem, porém, para uma obra realizada com todo o potencial que Deus disponibilizou precisamos buscar o Batismo com Espírito Santo.
Lembrando que quem batiza é Jesus, nossa parte é entender o porquê do Batismo com Espírito Santo, buscar e aguardar Ele batizar.
Não devemos jamais julgar os que não são batizados, mas incentivá-los a buscar o Batismo com Espírito Santo.
Quando o Espírito Santo desceu estavam todos reunidos em unidade, buscando juntos.
Quem sabe esse não seja um dos motivos de faltar em alguns lugares pessoas sendo batizadas.
Ao invés de criticarmos, vamos clamar com elas para Jesus as batizar.
A descida do Espírito Santo foi apenas o começo do grande avivamento pentecostal.
Dali em diante, os apóstolos, cheios do poder de Deus, pregaram o evangelho de Cristo em Jerusalém e, dali, levaram a mensagem de salvação a todos os lugares onde puderam chegar.
Foram usados para curar enfermos e libertar os oprimidos do Maligno. Pedro e João através da ação do Espírito curaram um coxo “desde o ventre de sua mãe” (3.1,2).
Foi grande o alvoroço. Os líderes religiosos foram tomados de inveja, assim como aconteceu com Jesus e os apóstolos foram presos.
No dia seguinte, já libertos, falaram com mais ousadia. Só através desse revestimento podemos atuar da mesma forma.
III – O AVIVAMENTO NAS EPÍSTOLAS E NO APOCALIPSE
Nas epístolas, vemos que o avivamento em Atos continuou expandindo-se poderosamente desde Jerusalém, passando por toda a Judeia e Samaria, e chegou “aos confins da terra” (At 1.8).
São vinte e uma as epístolas no Novo Testamento.
Em todas elas podemos ver, clara ou implicitamente, a mensagem de avivamento trazida por Cristo Jesus.
O livro de Atos é um relato histórico vital para as epístolas de Paulo e de outros apóstolos.
Todas as igrejas para as quais Paulo escreveu epístolas aparecem em Atos.
A partir desse livro, tomamos conhecimento das circunstâncias nas quais essas igrejas em particular foram fundadas, o tipo de oposição que elas enfrentaram e sua resposta inicial ao evangelho.
Isso torna a leitura dessas epístolas mais fácil e mais rica.
Toda a teologia das epístolas de Paulo é teologia aplicada. Em outras palavras, ela representa os princípios do evangelho aplicados a cenários específicos.
Entender esses cenários nos ajuda a ler sua teologia e, depois a aplicá-la em nossas próprias circunstâncias.
1. Nas epístolas paulinas.
Podemos destacar sobre o que chamamos as cartas da prisão.
Foram escritas quando Paulo esteve preso em meados do primeiro século da era cristã. São elas: Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom (carta pessoal), todas por volta de 62 d.C.
Não obstante a situação em que se encontrava Paulo, privado da sua liberdade, ele não se deixou abater.
Do cárcere, o apóstolo mostrou a sua fé e fortaleza em Cristo e expressa inspiração e alegria, avivamento, vitória e gratidão por sofrer por amor a Ele.
Em Filipenses, Paulo demonstra a sua profunda alegria, mesmo na prisão, sendo chamada a “Epístola da alegria” ou “Epístola do Sorriso”: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4).
Somente através de viver um vida sobre os efeitos de um avivamento é possível passar por tudo que Paulo passou e continuar perseverando em sua fé. Ele encerra sua jornada com uma comovente despedida de um homem que dedicou sua vida após a conversão para o Evangelho.
Gl 2:20 na (ARC) diz: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.
2Tm 4:7-8 na (ARC) diz: 7 - Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8 - Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
2. Nas epístolas gerais (ou universais).
Isso quer dizer uma vida voltada a viver de acordo com os princípios bíblicos. Cumprindo esses ensinamentos viveremos cumprindo o propósito de Deus para nós
3. No livro do Apocalipse.
Comentário da lição
CONCLUSÃO
Após apresentar um panorama do avivamento no Novo Testamento, estimule os alunos a refletirem a respeito da maneira como eles têm proclamado o Evangelho, anunciando o Reino de Deus: Tenho cumprido a missão que Cristo me conferiu até que Ele volte? Estou disposto/a a reconhecer a necessidade de um avivamento? Desejo isso?
Amem
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