LIÇÃO 06 - O AVIVAMENTO NO MINISTÉRIO DE PEDRO - 1º TRIMESTRE 2023

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco
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LIÇÃO 06 - O AVIVAMENTO NO MINISTÉRIO DE PEDRO - 1º TRIMESTRE 2023
(At 2.14-24)

INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos sobre um dos mais controversos discípulos de Cristo, chamado Simão Pedro; faremos algumas
considerações gerais sobre sua vida, destacando a sua necessidade urgente de um avivamento; pontuaremos também, as ações
do Senhor Jesus para a sua restauração; e por fim, elencaremos alguns eventos que mostram o aviamento no ministério do
apóstolo Pedro.
I – CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O APÓSTOLO PEDRO
1.1 Sua origem. Originalmente chamado de Simão, era filho de João (Jo 1.42) e irmão de André (Mt 4.18; Jo 6.8). Pedro era
casado e sua esposa o acompanhou em suas viagens (Mt 8.14; 1Co 9.5). Antes de ser chamado por Jesus, trabalhava com seu
pai como pescador (Mc 1.16-20). Pedro não fora educado religiosamente e possuía forte sotaque da região da Galiléia (Mt
26.33). Era, portanto, considerado como leigo e sem estudos pelos líderes judaicos de Jerusalém (At 4.13).
1.2 Sua chamada. Pedro sempre encabeça a lista dos discípulos de Jesus, não porque tenha sido o primeiro a ser chamado,
mas, devido ao fato de ser líder entre os discípulos. Em Mateus 10.2 lemos: “O primeiro, Simão, chamado Pedro” (também
em Mc 3.16; Lc 6.14). Fazia parte do círculo mais íntimo dos discípulos de Cristo, no qual encontravam-se também Tiago e
João (Mc 5.37; 9.2; 13.3; Lc 8.51).
II – PEDRO E A NECESSIDADE URGENTE DE UM AVIVAMENTO

2.1 Instabilidade
Pedro era um discípulo dedicado, que buscava exercitar a fé, embora demonstrasse um pouco de
volubilidade, como revelou o incidente em que Jesus andou sobre a água (Mt 14.28-31). O mesmo Pedro que diz: “Tu és o
Cristo, o filho do Deus Vivo”, no mesmo capítulo chama Jesus à parte e repreende-o pôr o mestre está falando sobre sua
morte e ressurreição (Mt 16.22). Antes havia recebido um elogio (Mt 16.18), agora, uma repreensão (Mt 16.23). Questionou
sobre o perdão e foi advertido a respeito do que aconteceria com o discípulo que não perdoasse e a tortura que experimentaria
(Mt 18.21-35). Foi rápido ao lembrar a Jesus que os discípulos abandonaram tudo para segui-lo e recebeu a promessa de que
os doze se sentariam em tronos para julgar Israel (Mt 19.27-30; Mc 10.28; Lc 18.28). Inicialmente não permitiu que Jesus
lavasse seus pés e depois pediu que banhasse também suas mãos e sua cabeça, como sinal de limpeza (Jo 13.6-10).

2.2 Autossuficiência

Pedro se achava forte demais, que ele era uma rocha, mas na verdade era pó. Apesar da séria
advertência da sua fragilidade espiritual revelada pelo Senhor Jesus: “Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que
Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo. Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te
converteres, confirma teus irmãos” (Lc 22.31,32), demonstra autossuficiência diante do que o Senhor tinha dito a respeito
de todos os discípulos (Mt 26.31), Pedro de forma arrogante responde: “[...] ainda que todos se escandalizem em ti, eu
nunca me escandalizarei” (Mt 26.33). Em lugar de ser humilde, Pedro se projeta acima dos demais, insinuando ser mais
leal do que seus pares: “[...] ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu” (Mc 14.29). Confiar em si mesmo é
insensatez, é o primeiro passo para a queda espiritual (Pv 16.18).

2.3 Apatia

Num momento decisivo do ministério do Senhor Jesus, no jardim do Getsêmani, seria travada naquela noite, a
batalha mais renhida da história da humanidade. Jesus estava a horas de sua crucificação; nesse momento, o Senhor leva
consigo, Pedro, Tiago e João. A pressão espiritual era muito grande, uma angustia indescritível veio sobre Jesus (Mt 26.37-
39). Em meio a esse contexto, onde Jesus precisava por parte de seus discípulos, de empatia; como estava Pedro? O que tinha
dito que jamais abandonaria Jesus? Na hora mais decisiva, Pedro se esqueceu da promessa que tinha feito: “E, voltando para
os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo? (Mt 26.40).
Enquanto Jesus chorava e orava, Pedro dormia; por três vezes, Jesus vai acordá-lo, mas ele insiste em dormir; o sono da fuga,
da negligência, da apatia (Mt 26.43). A insensibilidade, é um indicativo de um urgente avivamento (Ef 5.14).

2.4 Covardia

A despeito de sua valentia carnal demonstrada por mais de uma vez durante os três anos que caminhou ao
lado do mestre; como no momento da prisão de Cristo, numa atitude impetuosa, cortou a orelha de Malco, empregado do
sumo sacerdote (Jo 18.10), naquela mesma noite que Jesus fora preso, os discípulos fogem covardemente, inclusive Pedro
(Mc 14.50). Pedro que tinha prometido a Jesus ir com ele para prisão e até à morte, se distanciou e seguiu o Senhor de longe,
para poupar a si mesmo (Mt 26.58); sua covardia é acentuada, ao negar a Jesus abertamente, por mais de uma vez (Mt
26.69,70,73,74). Diante de tal ato, expressão máxima do declínio espiritual (Lc 12.9), Pedro ouve o cantar do galo (Mt
26.74,75) e se depara com o olhar do Senhor Jesus (Lc 22.60-62), o que o fez lembrar do que Cristo tinha falado e saiu a
chorar amargamente (Mt 26.75; Mc 14.72).

III – PEDRO, ALVO DE UM AVIVAMENTO

A gravidade da negação de Pedro, fez com que ele chorasse amargamente. De acordo com Lopes (2015, p.65 -
acréscimo nosso), a palavra grega usada para “amargamente”, tem o significado de “água podre”. Pedro, porém, diferente
de Judas, não engoliu o veneno. Sempre há esperança de restauração para os que choram o choro do arrependimento.
3.1 A vida de Pedro foi restaurada. Diante do túmulo vazio, as mulheres receberam instruções de dizer aos discípulos e a
Pedro que veriam Jesus na Galiléia. Mas há uma menção especial a Pedro: “[...]dizei a seus discípulos e a Pedro [...]” (Mc
16.7). Isso, não porque Pedro fosse um discípulo mais importante do que os outros, mas porque Pedro deveria estar se
sentindo excluído, por ter tido a queda mais vexatória. O que pode ser percebido pelo fato de ter decido voltar à vida velha
de pescador de onde o Senhor o havia tirado (Jo 21.3; Lc 5.10,11). Pedro havia desistido de tudo, mas Jesus não havia
desistido dele. O Senhor o trata como filho (Jo 21.5); preocupa-se com o seu bem estar físico (Jo 21.5); recria um cenário
familiar para a restaurar a auto estima (Jo 21.6); estabelece a comunhão e compartilhamento (Jo 21.9,13) era o cenário da
plena restauração, uma vez que: “[...] onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5.20).
3.2 O ministério de Pedro foi restaurado. Depois da refeição, Cristo questionou Pedro sobre o nível de seu amor por ele,
por três vezes; Para cada vez que Pedro negou, Jesus lhe deu a oportunidade de reafirmar seu amor.: “Pedro [...] você me
ama mais do que estes outros me amam?” (Jo 21.15 - NAA). Pedro confirma seu amor a Jesus, e recebe dele restauração
plena e comissão imediata: “[...] apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21.17). Está claro que Jesus restaurou não apenas a vida
de Pedro, mas também seu ministério. A exigência para Pedro voltar à lide pastoral é amar a Jesus, o dono do rebanho. Ao
ser chamado pela primeira vez da sua ocupação de pescador para ser seguidor de Jesus, foi-lhe dito que dali em diante ele
seria pescador de homens (Lc 5.10; Mc 1.17). Agora, ao anzol ou rede do pescador, é acrescentado o cajado de pastor. Pedro
aprendeu algumas lições importantes durante essa difícil experiência. Aprendeu a prestar atenção à Palavra, vigiar, orar e
não confiar em suas próprias forças (1Pd 5.8).

IV – O AVIVAMENTO EVIDENCIADO NO MINISTÉRIO DE PEDRO

4.1 No dia de Pentecostes. Logo após a ascensão de Jesus aos céus, em obediência à ordem do mestre (Lc 24.49), os
discípulos voltaram do monte das Oliveiras para o cenáculo (At 1.12), onde iniciaram uma reunião de oração; entre os que
ali estavam, o primeiro da lista era Pedro (At 1.13). Pedro havia sido o líder do grupo antes de sua queda e seguiu sendo após
a sua restauração. A propósito, a inciativa na substituição de Judas, parte dele (At 1.15-26). Ao receber a promessa do batismo
no Espírito Santo, ele também se levanta ousadamente para dar testemunho público da experiência pentecostal (At 2.14-36),
resultando na conversão de quase três mil pessoas (At 2.41). O Pentecostes foi um divisor na história de Pedro.

4.2 Diante do sinédrio

A vida de oração se tornou prioridade na vida de Pedro (At 3.1), e como resultado do seu
compromisso, passa a ter uma vida operosa (At 3.6-8), Deus por meio dele operou muitas maravilhas (At 5.1-11; 8.14-17;
9.32-42). O Pedro que antes negligenciava na vida de oração, agora entende a sua devida importância (At 1.14; 4.31; 6.4).
Quando Pedro e João foram presos sob acusação de perturbar a ordem pública, foi Pedro quem fez o discurso de defesa
perante o sinédrio (At 4.8-12); com ousadia e intrepidez, a ponto de ser reconhecida pelos próprios opositores: “Então, eles,
vendo a ousadia de Pedro e João e informados de que eram homens sem letras e indoutos, se maravilharam; e tinham
conhecimento de que eles haviam estado com Jesus” (At 4.13). O mesmo Pedro que antes negara a Jesus diante de uma
criada, enfrenta agora com inabalável coragem, a cúpula religiosa dos Judeus e segue triunfantemente em meio as
perseguições (Atos 4.25-31).

4.4 No primeiro concílio. 

O apóstolo deu importante contribuição, lembrando aos presentes que, há muito, ele havia sido
escolhido para também anunciar a salvação aos gentios (At 15.7). Decerto se referia ao episódio ocorrido na casa de Cornélio,
cerca de dez anos antes. Pedro defendeu o nivelamento entre judeus e gentios, bem como a salvação pela fé e não pelas obras
da lei: “e não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando o coração pela fé” (At 15.9). Ele também denunciou a
incoerência dos judaizantes, que, sendo judeus, viviam como gentios, e queriam que os gentios vivessem como judeus (At
15.10).

CONCLUSÃO
A biografia do apóstolo Pedro é um clássico exemplo do que Deus é capaz de fazer na vida de uma pessoa, que apesar das
suas fragilidades e declínio espiritual, mas, ao se permitir ser trabalhado  pela ação do Espírito Santo, pode desfrutar de
uma vida cheia da presença do Senhor, desfrutando de um ministério frutífero para a glória de Deus.

REFERÊNCIAS
BRUCE, F.F. Estudos do Cristianismo não-Paulino. SHEDD.
• GARNDER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA ACADÊMICA.
• LOPES, Dias. Herndandes. Pedro: Pescador de Homens. HAGNOS.
• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

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